Bem vindos ao espaço colaborativo de Segurança Pública!.

Este espaço é para incentivar a preparação e publicação de artigos em eventos destinados a publicação científica.

O intuito é que se apresentem ideias e se construa de forma compartilhada, com ajuda de críticas e sugestões dos colaboradores, artigo para posterior envio para congresso, seminários, workshops e revistas especializadas.

Os conteúdos aqui postados devem ser exclusivamente para o enriquecimento intelectual e não se ater no cunho político partidário ou ofensivo a condução das políticas públicas de segurança. O objetivo principal é propor soluções e não o simples rechaçar.

Obrigado!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Polícia Militar de SC tem Palestrantes no Evento da IACP



A Associação Internacional dos Chefes de Polícia (International Association of Chiefs of Police - IACP) é a maior associação de executivos policiais do mundo, sem fins lucrativos. Sua liderança é formada por executivos de polícia em atividade em agências internacionais, federais, estaduais e locais, dos mais variados portes. A IACP possui cerca de 24 mil associados em 103 países do mundo inteiro.
O evento é organizado para discutir sobre segurança pública em várias partes do Mundo. Este ano nosso Estado trouxe para SC o evento no período de 13 a 15 de Junho 2010 no Centro de Convenções Centrosul  (site: http://www.interseg2010.com.br/). O evento conta com palestras diversificadas sobre temas relacionados com a segurança pública.
Junto com a conferência executiva do IACP acontece a Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública – INTERSEG uma oportunidade para conhecer o que há de melhor no mercado para segurança pública.
A Polícia Militar de Santa Catarina tem a honra de poder contar com a presença como palestrante dos seguintes policiais militares:
  • Cel Nazareno Marcineiro, Chefe do Estado Maior;
  •  Ten Cel  Giovani de Paula, Coordenação-Geral de Ensino da SENASP e
  • Edson Rosa Gomes da Silva, Mestre e Doutorando da UFSC e Diretoria de Planejamento e Avaliação da SSPSC.
Estes policiais abordarão temas como Polícia Comunitária, Ensino da Inteligência de segurança pública, Segurança Cidadã e uso das tecnologias como suporte a tomada de decisão.
Os policiais são excelentes pesquisadores que procuram desenvolver seus conhecimentos para dar bases científicas nas ações de segurança pública.

sábado, 5 de junho de 2010

Quem mantém o tráfico é o usuário

Apresento esta matéria para uma análise mais apurada no futuro. Por hora fica a título de informação de cunho jornalístico e a verificação de como pode ser interpretada sem auxílio de teoria para sustentação.

FERREIRA GULLAR

Folha de São Paulo de 30.maio.2010
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Só uma operação em larga escala, que envolva famílias, escola e Estado, poderá deter o avanço da droga
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Sei que o combate às drogas é um assunto polêmico e realmente de difícil solução. Sei também que as pessoas que se empenham nesse combate estão de boa-fé e convencidas das posições que defendem.
Um dos pontos mais difíceis de abordar é a repressão ao usuário de drogas, que é visto não como um contraventor, mas como uma vítima da dependência química.
De fato, não teria sentido tratar o viciado, que não consegue livrar-se da droga, do mesmo modo que o traficante, que se vale disso para ganhar dinheiro. Não obstante, me pergunto se todos os que consomem drogas são efetivamente dependentes, sem condição de livrar-se delas.
Já abordei aqui este assunto, quando usei do seguinte argumento: assim como a maioria dos consumidores de bebidas alcoólicas não é constituída de alcoólatras, também a maioria dos consumidores de drogas as consome socialmente.
Em grande parte, é gente de classe média alta e até mesmo executivos. Não podem ser vistos pelas autoridades do mesmo modo que os consumidores patológicos.
Este é um aspecto importante a ser considerado no combate às drogas, uma vez que o consumidor é o fator decisivo para a manutenção ou extinção do tráfico: não haverá comércio de drogas se não houver quem as compre. Sem consumidor, não há produção nem mercado.
Insisto neste ponto porque, como disse acima - e todos o sabem - será impossível extinguir o tráfico (e mesmo reduzi-lo drasticamente) se o número de consumidores se mantiver alto. E o fato é que o consumo de drogas cresce de ano para ano.
Se se admite, portanto, que é o consumidor quem garante a existência e expansão do tráfico, não resta dúvida de que é nele - no consumidor - que reside a chave do problema.
Atualmente, prepondera o combate direto ao tráfico, de que resulta uma verdadeira guerra, travada, quase sempre, nos subúrbios e nas comunidades pobres, que enfrentam grandes dificuldades para se manter e a suas famílias, e pagam alto preço pelas consequências dessa guerra.
E ao que tudo indica, com poucos resultados positivos. O tráfico continua a se expandir, envolvendo em suas malhas jovens cada vez mais jovens e até mesmo crianças cooptadas em suas escolas.
Paremos para refletir: se é o consumidor que mantém o comércio de drogas, não é evidente que o modo efetivo de combatê-lo é reduzir progressivamente o número de consumidores?
O erro cometido até aqui - se não me equivoco - terá sido reprimir tanto o traficante quanto o usuário de drogas, sem distinguir entre estes os que se drogam por necessidade patológica e os que o fazem socialmente. Mas, de qualquer maneira, a simples repressão, tanto ao usuário quanto ao traficante não resolverá o problema.
Por estar convencido disso, proponho que se encare essa questão a partir do consumidor, ou seja, impedindo que o número destes continue a crescer e, mais que isso, tentar reduzi-lo progressivamente.
Talvez as pessoas, que ainda não refletiram seriamente sobre o problema, tenham dificuldade de considerá-lo em sua verdadeira dimensão.
Sem exagero, a droga, como fenômeno mundial, pode ameaçar a própria civilização, já que se vale da juventude, isto é, daqueles que amanhã terão a sociedade em suas mãos.
Afora isso, a simples destruição de uma vida ou de uma família já justificaria todo o esforço possível para resolver tal problema. Por essa razão mesmo, acredito que o objetivo principal da luta a ser travada é manter os jovens e as crianças fora do alcance do traficante.
Estou convencido de que só uma operação em larga escala, que envolva não apenas as famílias, mas também a escola e os órgãos do Estado, poderá deter o avanço da droga. Não se trata de simplesmente promover uma campanha de esclarecimento, acreditando que isso seria suficiente. Não o seria.
Trata-se, a meu ver, de um trabalho permanente a ser desenvolvido por todos os setores da sociedade, devidamente organizado e mantido, evidentemente, pelo governo, com a participação da sociedade.
Um trabalho de reeducação e esclarecimento em caráter permanente, visando o futuro, mas implantado depois de muita reflexão e cuidadosamente elaborado. Tarefa para os novos governantes.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Avanços para Inteligência de Segurança Pública

As instituições de segurança pública estão focadas cada vez mais na busca de alicerçar suas ações na eficiência destacando-se a busca da informação e do conhecimento com suporte científico. Some-se a isso a mudança de concepção, saindo-se do modelo de inteligência chamado Clássica (Inteligência de Estado) vinculado à proteção do estado para uma perspectiva que aponte para novas formas e estratégias de ação na segurança pública com suporte de uma Inteligência Cidadã. Uma inteligência que foca as ações na manutenção de um Estado democrático de direito, na dignidade da pessoa humana e no controle e combate da criminalidade. Isto buscando inovar suas ações dentro de princípios científicos, estudo direcionados e com suporte das tecnologias da informação e comunicação.
Nesse sentido a Coordenação Geral de Inteligência - CGI da Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP desenvolve ações com o emprego de novas tecnologias da informação e procurando realizar  a gestão do conhecimento para atender as demandas da sociedade. Para tramitar informações de forma segura a CGI reestrutura dentro de moldes de vanguarda tecnológico a Rede Nacional de Inteligência de Segurança Pública – RENISP. Para mais detalhes clique aqui!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Conferência Executiva de Segurança Pública Para a América do Sul

A Conferência da Associação Internacional dos Chefes de Polícia, IACP, tem por objetivo destacar as relações entre Estado e Sociedade na promoção da pacificação social, buscando mecanismos e alternativas para a intervenção qualificada e profissional na área de segurança pública.
A Segurança Pública tem sido um dos principais desafios do mundo e no Brasil nos últimos anos, em que a violência e a criminalidade despontam com novas formas de manifestação, destacando-se o crime organizado, o terrorismo, os ataques cibernéticos, o tráfico de pessoas, os crimes ambientais, dentre outras ações violadoras dos direitos e liberdades fundamentais que culminam por colocar em risco a soberânia estatal enquanto catalisadora de esforços para o bem comum.
Esse ano o tema da da 8ª IACP para a América do Sul é “Policia e Sociedade: juntas pela segurança pública”, com o objetivo de ampliar os debates e promover a busca de alternativas para o enfrentamento ao problema da insegurança, com discussões sobre Tecnologia da Informação, ensino policial, segurança em Grandes Eventos, “segurança cidadã” e sobre os novos rumos da segurança pública no país e no mundo.
O contexto social, do local ao global, exige instituições de segurança pública que ofereçam serviços orientados às comunidades, prevenindo ameaças e riscos e enfrentando a violência com respostas mais efetivas, o que implica na necessidade de redirecionamento das estratégias de controle do crime, com destaque para a mediação pacifica dos conflitos, relevando sempre a dimensão do exercício dos direitos de cidadania.
A IACP para a América do Sul constitui-se, portanto, num espaço plural e democrático para a discussão de novos rumos no campo da prevenção do crime, da violência e da proteção de direitos.
Teremos dois integrantes do Grupo de Pesquisa em Governo Eletrônico da UFSC, orientados pelo Prof. Dr. Aires José Rover, no evento: Edson Rosa Gomes, com o tema "Tecnologia da Informação e Segurança Pública" e Giovani de Paula com o tema "Cidadania e Segurança".


Programação Completa!

terça-feira, 11 de maio de 2010

A importância da inteligência para o sistema prisional brasileiro


Tarlys Fernando Werner

Partindo-se do fato que organizações criminosas são comandadas de dentro do sistema penitenciário e do principio que o crime organizado não se extinguirá após algumas operações policiais, nos vemos em uma situação em que precisamos de informações corretas e confiáveis para balizar um plano de ações voltado à desmobilização da estrutura e articulação do crime organizado.
Para que isso ocorra necessitamos transformar os dados existentes nas informações para tomada de decisões corretas. Para Sianes (2005, p.259) dados são a forma primaria de informação. São fatos, tabelas, gráficos e imagens, etc. que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou interpretados e sem sentido em si mesmos. Segundo Fernandes (2006 p.11) informação é a matéria-prima para a produção de inteligência, utilizada em apoio ao processo de tomada de decisão.
Com o comprometimento das partes envolvidas, na tarefa de garimpar dados que possam alimentar um sistema de processamento, que irá tratar de forma eficaz a informação e em seguida transformá-la em inteligência que possa se converter em ação efetiva de combate ao crime organizado estaremos seguindo ao ponto em que mais nenhuma operação criminosa será comandada de dentro de prisões. Onde o sistema penitenciário poderá fazer seu propósito de recuperar cidadãos.

domingo, 9 de maio de 2010

O Crime no Brasil



O Brasil não fugiu à regra estabelecida pelas redes do crime global, após o reinado da maconha nos anos 80, os anos 90 vivenciaram a entrada da cocaína na sociedade. A conexão entre os grupos criminosos na América Latina estava crescendo assustadoramente nas cidades brasileiras e, juntamente com a liberalização comercial e financeira dos mercados nos anos 90, veio também a comercialização da cocaína em substituição a maconha.
A lavagem de dinheiro através dos paraísos fiscais não serviria apenas para negócios políticos, mas também para traficantes, o que faria com que o Brasil entrasse no mercado global em todos os sentidos, inclusive no mercado das organizações criminosas.
Até o fim dos anos 70 os crimes eram praticados no Brasil de forma isolada por pequenos grupos de criminosos, mas no final da década, surge a primeira organização criminosa intitulada Comando Vermelho (CV). Ela surge da união de idéias de presos políticos com presos comuns no presídio de Ilha Grande.
Embora tenham tido uma convivência por vezes pouco pacífica, foi crescendo um respeito e admiração, por parte dos presos comuns, da forma de se organizar, da disciplina e do companheirismo dos presos políticos.  Desta forma, os presos comuns adquiriram, através dos encontros com os revolucionários, o modus operandi das guerrilhas revolucionárias.
A luta da organização criminosa era antes de tudo uma luta contra os abusos cometidos pelas autoridades carcerárias contra os presos do sistema carcerário.
O Comando Vermelho só ganharia notoriedade como organização criminosa de respeito no início da década de 80, comandando assaltos bem planejados a bancos, empresas e joalherias e, posteriormente, entrando no tráfico de drogas e em outras ações criminosas.
Sua forma de atuação lembra muito o gerenciamento de uma empresa, tendo o funcionamento de um conselho deliberativo que estabelece as ações criminosas, se igualando a organizações criminosas de outros países.
Hoje um dos nomes fortes do Comando Vermelho, o traficante de drogas e armas Fernandinho Beira-Mar, que tem conexões em grande parte da América Latina, inclusive com as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC).
O Comando Vermelho deu origem à facção criminosa conhecida como Terceiro Comando (TC) no inicio dos anos 90, formada por dissidentes do CV. Esta facção dominou o tráfico de drogas em algumas partes do oeste e norte do Rio de Janeiro.  Em 1998, se aliou a outra facção criminosa, Amigos dos Amigos (ADA), para ampliar seu poder no mercado do crime. Em 2002, Fernandinho Beira-Mar promoveu uma rebelião no presídio de Bangu 1 e mandou assassinar os principais lideres do TC e do ADA. As lideranças que sucederam formaram a organização do Terceiro Comando Puro (TCP) e a organização Terceiro Comando foi extinta.  Este gesto mostra que era preferível criar outra organização a sustentar uma que tinha sucumbido à investida da organização rival demonstrando fraqueza. Esta nova facção atua como inimiga do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) que são as organizações criminosas que disputam o controle do tráfico no Brasil.
O PCC se originou em 1993 em São Paulo, como dissidência de integrantes do Comando Vermelho que passaram a atuar nesse, e é a facção criminosa que mais tem se ramificado no Brasil.  Suas ações contra as instituições púbicas para firmar seu poder frente à sociedade e desacreditar as forças do governo tem dado manchetes nos jornais.  Seu grande poder de articulação dentro e fora dos presídios tem deixado as autoridades perplexas e a sociedade com medo.
Essas organizações criminosas têm muito em comum em suas formas de atuação e organização e não diferem das organizações criminosas de outros países, contando com: estatutos de criação, que mostra os direitos e deveres dos integrantes, caixa para financiar as ações criminosas, ajuda financeira para as famílias dos detentos, acordos de cooperação e fusão de entidades, envolvimento em mais de uma atividade criminal, corrupção das autoridades policiais e jurídicas, atuação junto à comunidade-sede com assistencialismo e incorporação de mão de obra infanto-juvenil nas ações de extermínio de desafetos das organizações.  Elas têm uma estrutura com funções dentro da organização bem dividida, com gerência, chefes de setores, tesoureiro e outros postos de trabalho, e atua dentro e fora dos presídios.  Seus funcionários podem ter outras atividades para complementar a renda, como segurança do ponto de droga à noite e assaltante de estabelecimentos comerciais durante o dia.
O crime organizado está inclusive fazendo intercâmbio de gerentes do tráfico para compartilhar suas formas de administração e firmar uma conduta homogênea na condução das ações criminosas.
A utilização cada vez maior dos meios de comunicação e das tecnologias em suas ações criminosas faz com que o crime organizado articule de forma engenhosa não somente em esfera estadual, como também nacional.
Desta forma, a sociedade pede segurança e medidas contra as ações criminosas e os governos tentam dar uma resposta à altura, tentando demonstrar que não estão se abalando, porém se percebe uma verdadeira guerra em determinados centros urbanos, evidenciando a força do crime organizado no Brasil.

Este texto é parte do esboço do artigo: Panorama Mundial, Latino Americano e Brasileiro da Criminalidade

terça-feira, 27 de abril de 2010

Gestão do conhecimento é uma necessidade


A passagem do século XX para o XXI trouxe consigo inúmeras mudanças, e elas aconteceram nas mais diversas áreas do conhecimento. Entretanto, observaram-se mudanças contundentes nas áreas econômica, política, social, tecnológica e cultural. Com estas mudanças, as sociedades passaram a se readaptar aos novos cenários, entrando em uma época de modernidades, onde a informação é força motriz dentro de um novo paradigma que se convencionou chamar de sociedade do conhecimento.
Na sociedade do conhecimento, a tecnologia ruge de forma intensa e dá a cadência ao desenvolvimento em vários setores, principalmente os econômicos, mas outros são afetados com maior ou menor intensidade. Nesta sociedade, dados e informação são utilizados de forma relevante pelo trabalhador do conhecimento que atua frente a conjunturas definidas e procura resolver os problemas com eficiência para a organização.
Davenport (2006, p. 10) enfatiza que os “trabalhadores do conhecimento têm níveis elevados de expertise, escolaridade ou experiência e seu objetivo principal no trabalho envolve a criação, a distribuição ou a aplicação do conhecimento.”
Desta forma, este trabalhador procura superar as adversidades através do elevado conhecimento das situações que circundam os problemas da instituição.
Dentro desta perspectiva, o capital intelectual das organizações deve ser minerado e lapidado pelas instituições. O investimento no corpo funcional deve ser constante e ser desenvolvido da base ao topo da instituição. Todos devem estar imbuídos do principal objetivo da instituição e agir para atingir este objetivo.
Entretanto, para atuar de forma intensiva e trazer benefícios à organização, a gestão do conhecimento é necessária para o trabalhador do conhecimento e, consequentemente, para a organização. Para explicitar uma definição sobre gestão do conhecimento, pode-se utilizar a definição de Terra (2006, p. 3), onde se lê que:
Gestão do Conhecimento (GC) significa organizar as principais políticas, processos e ferramentais gerenciais e tecnológicos à luz de uma melhor compreensão dos processos de geração, identificação, validação, disseminação, compartilhamento, uso e proteção dos conhecimentos estratégicos para gerar resultados (econômicos) para a empresa e benefícios para os colaboradores internos e externos (stakeholders).
Terra (2003) coloca que a GC deve gerar resultados econômicos para as empresas, mas, se transportarmos o conceito para a esfera pública, a eficiência no serviço público prestado ao cidadão é o ponto fundamental.
Por este prisma, a CG tem como escopo gerar um ambiente ágil para resolução de problemas, aumentar a competitividade, disponibilizar serviços com eficiência, reformular processos inadequados e mudar a visão estratégica, tática e operacional das organizações, sejam elas públicas ou privadas. A figura 1 dá uma ideia mais abrangente dos objetivos da GC.

Este novo paradigma mudou e vem mudando drasticamente a atuação dos países, dos estados, dos municípios, das empresas e das organizações, atingindo, sem distinção, as esferas pública e privada no mundo. As organizações que se adequaram estão à frente no processo e se tornaram mais competitivas enquanto empresas privadas; e, eficientes, enquanto órgãos públicos.
É importante destacar que conhecimento é fundamental para todas as organizações, mas, sem uma gestão eficiente desse conhecimento, ele pode tornar-se um problema, pois informação demais sem a devida organização é também desinformação.
Fonte: SILVA, Edson Rosa Gomes da. Gestão Integrada de Segurança Pública. In: SILVA, Edson Rosa Gomes da; RUSCHEL, Aírton José; BARBI, Eron. Material didático on-line da disciplina Análise Criminal e Gestão Estratégica em Segurança Pública do Curso de Especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública. Palhoça:  UnisulVirtual, 2010.