Bem vindos ao espaço colaborativo de Segurança Pública!.

Este espaço é para incentivar a preparação e publicação de artigos em eventos destinados a publicação científica.

O intuito é que se apresentem ideias e se construa de forma compartilhada, com ajuda de críticas e sugestões dos colaboradores, artigo para posterior envio para congresso, seminários, workshops e revistas especializadas.

Os conteúdos aqui postados devem ser exclusivamente para o enriquecimento intelectual e não se ater no cunho político partidário ou ofensivo a condução das políticas públicas de segurança. O objetivo principal é propor soluções e não o simples rechaçar.

Obrigado!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Análise Criminal - Seção do Artigo: O Processo de descoberta de conhecimento para auxiliar a análise criminal: Minerando dados da Segurança Pública de Santa Catarina


Texto extraido do artigo desenvolvido para disciplina Métodos e Técnicas de Extração do Conhecimento - 2010,  Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC.
Artigo completo intitulado: O Processo de descoberta do conhecimento para auxiliar a análise criminal: Minerando dados da Segurança Pública de Santa Catarina

Edson Rosa Gomes da Silva
 Terceira Seção:
1.    IMPORTANCIA DA ANÁLISE CRIMINAL

A Análise Criminal (AC) é tida como um conjunto de técnicas e procedimentos cuja finalidade é processar informações relevantes para a prevenção ou a repressão aos criminosos. Estas técnicas e procedimentos estão voltados para a determinação de padrões. Sua utilidade principal, mas não a única, é a área prevenção, controle e combate ao crime pelo policiamento.
Alguns especialistas em análise criminal apontam que a análise criminal é:
 [...] o conjunto de procedimentos sistemáticos... direcionados para o provimento de informações oportunas e pertinentes sobre os padrões do crime e suas correlações de tendências, de modo a apoiar as áreas operacionais e administrativas no planejamento e distribuição de recursos para prevenção e supressão de atividades criminais, auxiliando o processo investigatório e aumentando o número de prisões e esclarecimento de casos (GOTTLIEB, 1994, p.5).

A análise criminal, quando bem desenvolvida, pode prover os gestores da área de segurança pública, informações sobre questões sociais, geográficas, econômicas, entre outras que tenham relevância para o enfrentamento da criminalidade.
A AC é geralmente utilizada no apoio à investigação criminal, a inteligência de segurança pública e para apoio a tomada de decisão da autoridade. Na análise criminal grande números de informações são trabalhadas sistematicamente em prol de uma determinada necessidade. Estas necessidades são na maioria para planejar as ações a serem desenvolvidas nas várias esferas de comando das instituições.

1.1. A análise criminal e o Planejamento
A análise criminal está imbricada com o planejamento das ações, ou seja, a primeira serve, e deve subsidiar a criação do segundo. O problema, na maioria dos casos, é que o planejamento é feito sem se conhecer a realidade do que se pretende executar. Na segurança pública, por exemplo, a estatística policial, a análise criminal e a inteligência policial ou de segurança pública tem que subsidiar a criação do planejamento das instituições de segurança pública. Estas ações visam direcionar a esfera estratégica tática e operacional da instituição.

1.2. A Análise Criminal e o Planejamento Operacional
Nas organizações públicas o planejamento se configura como uma forte arma para antever os problema e traçar as metas de atuação a fim de trilhar um caminho controlado e bem sedimentado. Para isto as organizações desenvolvem estudos com a finalidade de dar embasamento às ações que irão desenvolver. Na segurança pública não dever ser diferente, pois as ações devem ser bem formuladas e a análise criminal dá subsídios para o desenvolvimento do planejamento e das ações de cunho estratégico, tático e operacional. Magalhães apresenta uma leitura consistente sobre estas ações mencionando que:
As Ações Operacionais (curto prazo), as Ações Táticas (médio prazo) e as Ações Estratégicas (longo prazo) orientadas, seqüenciadas, articuladas e formalizadas, compõem o conjunto de medidas que estruturam o planejamento organizacional. Com base nesse planejamento é que o Gestor deve avaliar, promover e orientar suas decisões de curto, médio e longo prazo. (MAGALHÃES, 2008, p.5).


Desta forma, Magalhães destaca que:
O analista criminal, nas suas atividades de produção de conhecimento, deve buscar padrões e tendências criminais que, depois de identificados, constarão em seus relatórios de análise. Esses documentos, por sua vez, devem periodicamente ser difundidos para seus respectivos clientes. (MAGALHÃES, 2008, p.6).


Contudo, o que se entende por padrões criminais? Bem, os padrões criminais são as características identificáveis que se repetem em dois, ou mais, eventos criminais, em uma determinada série histórica, e que vincule, em tese, diversos eventos criminais entre si. Sabe-se que:
Ao tratarmos do estudo dos padrões devemos ter em conta que o analista criminal não deve utilizar puramente o raciocínio jurídico para definição da sua tipologia criminal. Para o Analista criminal o foco do comportamento humano é mais importante do que o enquadramento jurídico do fato. (MAGALHÃES, 2008, p.7)

Segundo Boba (2005), ocorreu nos Estados Unidos durante a década de 90, conforme pesquisas nacionais nos estados americanos, um número representativo de agências de polícias que investiram em tecnologia para análise criminal e mapeamento do crime.
Dantas e Souza (2008, p. 9) solidificam este pensamento e citam como exemplo o sistema norte-americano de análise criminal:
A moderna prática da Análise Criminal está hoje fundamentada no uso intensivo da Tecnologia da Informação (TI), nela incluídos os chamados aplicativos de estatística computadorizada e de sistemas de informação geográfica, tendo como objeto de análise coleções de dados organizados em bases nacionais agregadas. Através da análise das bases nacionais de dados agregados é possível estabelecer relações entre várias categorias de dados e informações criminais, determinando padrões e tendências humanamente impossíveis de serem detectados manualmente. No caso norte americano, o FBI detém hoje as duas mais importantes bases nacionais de dados agregados para as atividades de análise criminal realizadas naquele país: Centro Nacional de Informação Criminal (NCIC) e Sistema de Relatórios Padronizados de Criminalidade (UCR).

Diante destas colocações se verifica a necessidade de aliar as tecnologias, por meio das técnicas disponíveis, sobretudo de engenharia do conhecimento, para realizar a extração de conhecimento das informações depositadas nos bancos de dados das instituições de segurança pública. Este é uma boa forma de auxiliar no processamento dos dados e disponibilizar de forma mais útil as informações aos analistas criminais.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Números consolidados da área de segurança pública

No dia de hoje (08/12/2010) foi divulgado no sítio do Ministério da Justiça número sobre investimento nos últimos dez anos em Segurança Pública.
O Ministério da Justiça disponibilizou novos levantamentos com números consolidados da área de segurança pública. Os números não são inéditos, porém estão reunidos em apenas dois arquivos de forma mais clara e acessível. Os relatórios podem ser baixados em formato pdf. Para ver clique nos links abaixo:

Relatório

Orçamento 

Este é mais um avanço, embora singelo, da tão sonhada transparência na Segurança Pública.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENTENDA PORQUE O CONHECIMENTO É O VERDADEIRO FATOR DE INOVAÇÃO DA NOVA ECONOMIA

O Programa de Pós Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina tem o grande prazer de lhe convidar a participar dos três principais eventos de 2010 sobre CONHECIMENTO E INOVAÇÃO em Florianópolis, Santa Catarina.

O EGC, inovando sempre, atraiu parceiros de renome nacional e internacional para promover Fóruns de debates de alto nível intelectual. O tema que construiu essa rede de parcerias está em consonância com o diagnóstico apontado pelo documento CONHECIMENTO E INOVAÇÃO PARA A COMPETITIVIDADE, produzido pelo BANCO MUNDIAL - Departamento do Brasil – Unidade de Desenvolvimento Humano – Região da América Latina e do Caribe, e editado pela CNI em 2008, onde se destacam os problemas do Brasil ao enfrentar os desafios da economia globalizada. As deficiências analisadas pelo estudo repercutem no processo de inovação nas empresas brasileiras, afetando negativamente a competitividade do País.

Para inovar, se faz necessária a quebra de paradigmas disciplinares, pois assim seremos capazes de desenhar um caminho propício ao diálogo construtivo, permitindo inclusive, a aproximação dos conhecimentos científicos – tecnológicos e teóricos – empíricos. 

•300 profissionais, estudantes e pesquisadores das áreas de Conhecimento Organizacional e Inovação
•28 palestrantes especialistas em suas áreas

DATA: 01, 02 e 03 de dezembro

HORÁRIO: das 8h às 18h

LOCAL: Hotel Maria do Mar, João Paulo, Florianópolis, SC


O CONHECIMENTO COMO FATOR DE INOVAÇÃO

01 de Dezembro

II FÓRUM BRASIL.ESPANHA DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA: Esse Fórum tem como objetivo consolidar a rede de construção e compartilhamento de conhecimentos científicos e tecnológicos entre as universidades e parques de inovação e tecnologia do Brasil e da Espanha, particularmente Santa Catarina e Catalunha.

SISTEMAS REGIONAIS DE INOVAÇÃO: Evento de grande impacto regional que objetiva apresentar o diagnóstico do processo de inovação em empresas e instituições de Santa Catarina. O Programa SRI tem o apoio do Sistema Indústria (CNI e Federações das Indústrias, SESI, SENAI, IEL), ABDI, BID e AECID

 02 e 03 de Dezembro

7º WORKSHOP EGC 2010: Evento anual com objetivo de disseminar e compartilhar os passos e resultados alcançados pelo EGC/UFSC- na sua atuação em ensino, pesquisa e desenvolvimento em codificação, gestão e disseminação dos conhecimentos em organizações públicas e privadas, e na sociedade.

sábado, 30 de outubro de 2010

Evento em Florianópolis: 10º Encontro Ibero Americano de Governo Eletrônico

O Grupo de Governo Eletrônico da UFSC, formado por pesquisadores da pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC) e em Direito (CPGD), em parceria com a Universidade de Zaragoza - Espanha, convida para o

10º Encontro Ibero-latino-americano de
  Governo Eletrônico e Inclusão Digital
Local: Auditório do CCJ (Direito) da UFSC - Florianópolis.

4/11 (quinta-feira): palestras nacionais e internacionais, lançamento de livros
5/11 (sexta-feira): apresentação dos artigos selecionados

Data: Novembro 2010

4 de novembro
13:00/13:30 Abertura

13:30/15:00 Painel: E-gov e Democracia
Fernando Galindo (Universidad de Zaragoza – Espanha)
Aires José Rover (CPGD-EGC/UFSC)
Orides Mezzaroba (CPGD/UFSC)
Presidente: Luis Adolfo Olsen da Veiga (CCJ/UFSC)

15:00/16:30 Painel: E-gov, Poder judiciário e Segurança pública
João Batista Lazzari (Justiça Federal)
Márcio de Almeida Marques (Coordenador de Redes da Coordenação Geral de Inteligencia da
Secretaria Nacional de Segurança Pública)
Jorilson da Silva - Cidade Segura" (Coordenador de Tecnologia da Informação do Ministério da Justiça).
Presidente: Airton José Ruschel

16:30/18:00 Painel: Convergência e inclusão digital
Edna Brennand (área de TV digital)
Philip Leith (Universidade de Belfast)
Antônio Marcos Feliciano (EPAGRI - SC)
Presidente: Paloma Santos

18:00 Lançamento de livros e Intervalo
O Sujeito do Conhecimento em Rede na Sociedade em Rede. Aires Rover e Marisa Carvalho (Orgs)
Processos Penais: Tempos e Influências. Aírton José Ruschel

18:30/20:00 Painel: Experiências, aplicações, modelos e métodos de E-gov
Denilson Sell (EGC/UFSC)
José Leomar Todesco (EGC/UFSC)
José Renato Cella (PUC/PR)
Presidente: Edson Rosa Gomes da Silva


5 de novembro

Apresentações dos artigos: 13:00/20:00



Apresentação de Trabalhos (20 minutos de apresentação e 5 minutos de perguntas)
Organizador das Apresentações: Edson Rosa Gomes da Silva
Palestra de abertura com Joni Hoppen dos Santos - 13:00HS
Tema: Melhoria dos serviços públicos digitais utilizando estratégias de composição automática de serviços em arquitetura SOA
Composição de mesa com GT: E-gov e Democracia – 13:30HS
Presidentes de Mesa: Marciele Berger e Giovani de Paula
13:40HS - CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA CIDADANIA E GOVERNO ELETRÔNICO NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
14:05HS - ANÁLISE DO USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ATUAÇÃO GOVERNAMENTAL BRASILEIRA COMO MEIO DE PROMOÇÃO DA DEMOCRACIA
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
14:30HS - INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS COMO FERRAMENTA NAS ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL NA PROTEÇÃO AMBIENTAL
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
14:55HS - MARKETING POLÍTICO DIGITAL – UM INSTRUMENTO INDISPENSÁVEL EM CAMPANHAS ELEITORAIS NA DEMOCRACIA ELETRÔNICA.
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
Composição de mesa com GT: E-gov, Poder judiciário e Segurança pública – 15:20HS
Presidentes de Mesa: Egon Sewald Junior e Juliano Tonizetti Brignoli

15:30HS - A REALIDADE DA VIRTUALIZAÇÃO PROCESSUAL E A MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO CATARINENSE
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
15:55HS - TITULAÇÃO AUTOMÁTICA DE ACÓRDÃOS BASEADO EM ONTOLOGIA JURISPRUDENCIAL
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
16:20HS - A E-CIDADANIA E A E-PARTICIPAÇÃO COMO INSTRUMENTOS PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E DA CIDADANIA
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
Composição de mesa com GT: Convergência e inclusão digital – 16:45HS
Presidentes de Mesa: Marcus Vinicius A S Ferreira e Marisa Carvalho
16:55HS - INCLUSÃO DIGITAL RURAL: CAPILARIDADE PARA AÇÕES DE GOVERNO ELETRÔNICO
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
17:20HS - TELEVISÃO DIGITAL E GOVERNO ELETRÔNICO: UMA ASSOCIAÇÃO SINÉRGICA
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
17:45HS - CONVERGÊNCIA: OS DESAFIOS DO CIDADÃO CENTAURO DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS INCLUSÃO DIGITAL RURAL: CAPILARIDADE PARA AÇÕES DE GOVERNO ELETRÔNICO
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.
18:10HS - SERVIÇOS PÚBLICOS E MAPAS TÁTEIS ACESSÍVEIS VIA WEB PARA USUÁRIOS DEFICIENTES VISUAIS
Cinco (5) minutos para perguntas e preparação da outra apresentação.

18:35HS – Considerações Finais e Encerramento das Atividades do Evento
Mesa: Professor Aires José Rover e Convidados
Foto final

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Técnicas de Contra Inteligência

Para a maior parte dos profissionais, os termos falsa informação, desinformação e decepção são sinônimos. Para o profissional de Inteligência são consideravelmente diferentes. Estaremos tratando com cada um desses termos no interesse da precisão tanto quanto da aplicação. A falsa informação estaria fundamentada em erro ou ignorância. Desinformação já mostra uma conotação de malícia e é tipicamente encontrada na área ofensiva da inteligência. A decepção, encontrada mais freqüentemente na área defensiva da inteligência, embora tenha também uma clara conotação ofensiva, especialmente quando usada em âmbito internacional, é comumente referida numa maneira mais politicamente correta como gerência da percepção.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Análise Criminal e Planejamento

A análise criminal está imbricada com o planejamento das ações, ou seja, a primeira serve, e deve subsidiar a criação do segundo. O problema, na maioria dos casos, é que o planejamento é feito sem se conhecer a realidade do que se pretende executar. Na segurança pública, por exemplo, a estatística policial, a análise criminal e a inteligência policial têm que subsidiar a criação do planejamento das instituições de segurança pública. Não há como continuar a utilizar formas arcaicas e empíricas de fazer segurança pública pelas instituições. Principalmente sem mensurar o que se tinha antes e vislumbrar as medidas a serem tomadas para prevenir, controlar e enfrentar os problemas ocasionados pela criminalidade. Isto por que se deve medir as ações desenvolvidas, pois sem verificar os resultados alcançados não se sabe se as ações desenvolvidas estão trazendo os retornos esperados, e se estes são satisfatórios para sociedade. O material aqui disponibilizado aborda a análise criminal e o planejamento operacional. Acesse o link!

domingo, 8 de agosto de 2010

Focando na Política Nacional de Inteligência


A construção de uma Política Nacional de Inteligência muda a concepção sobre a atividade e pode apontar novos caminhos em que a construção do conhecimento tenha por objetivo maior a busca incessante por uma sociedade, nos termos da Constituição da República, livre, justa e solidária.

Comissão aprova relatório sobre Política Nacional de Inteligência

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) aprovou nesta terça-feira (3) o relatório sobre a Política Nacional de Inteligência (PNI), de autoria do Poder Executivo. O relator da matéria e presidente da CCAI, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), assinalou que a PNI dará nova estrutura ao Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

- Essa deve ser uma preocupação importante em uma democracia como a que vive o Brasil - avaliou.

Em seu relatório, Azeredo assinala que a Política Nacional de Inteligência salienta a importância dessa atividade no mundo contemporâneo, sob dois aspectos: a necessidade de a inteligência estar atualizada conforme o desenvolvimento de novas tecnologias; e a potencialização do "interesse da atividade de inteligência" por fenômenos como a violência, a criminalidade organizada e o terrorismo.

Diretrizes
Para viabilizar as dez diretrizes fixadas pela PNI - entre as quais estão a ampliação da confiabilidade do Sisbin, o fortalecimento da cultura de proteção de conhecimentos e a prevenção de ações de sabotagem - Azeredo propõe um arcabouço legislativo que permita a elaboração de uma Estratégia Nacional de Inteligência e a implantação de planos nacional e setoriais.

Comunidade de inteligência integrada
Azeredo considera meritória a importância que a PNI atribui ao compartilhamento de informações e ao trabalho coordenado e integrado da comunidade de inteligência frente às ameaças para execução eficiente de sua missão. Para isso, diz Azeredo, será necessário um arcabouço legislativo que respalde essas ações coordenadas e o compartilhamento de informações.
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, afirmou durante a reunião que a Abin tem atuado em colaboração com a Polícia Federal e o Ministério de Relações Exteriores, com melhoria no resultado de suas operações.

Ameaças
A PNI enumerou 11 ameaças à integridade da sociedade e do estado e à segurança nacional: espionagem; sabotagem; interferência externa; ações contrárias à soberania nacional; ataques cibernéticos; terrorismo internacional; atividades ilegais envolvendo bens de uso dual e tecnologias sensíveis; utilização de armas de destruição em massa; criminalidade organizada; corrupção; e ações contrárias ao Estado Democrático de Direito.

Azeredo conclui seu relatório afirmando que a comissão, à qual cabe o controle externo dos órgãos de inteligência, apresentou sugestões para que o Poder Executivo avalie e aprove a Política Nacional de Inteligência."

Fonte: Agência Senado