Bem vindos ao espaço colaborativo de Segurança Pública!.

Este espaço é para incentivar a preparação e publicação de artigos em eventos destinados a publicação científica.

O intuito é que se apresentem ideias e se construa de forma compartilhada, com ajuda de críticas e sugestões dos colaboradores, artigo para posterior envio para congresso, seminários, workshops e revistas especializadas.

Os conteúdos aqui postados devem ser exclusivamente para o enriquecimento intelectual e não se ater no cunho político partidário ou ofensivo a condução das políticas públicas de segurança. O objetivo principal é propor soluções e não o simples rechaçar.

Obrigado!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Gestão do conhecimento é uma necessidade


A passagem do século XX para o XXI trouxe consigo inúmeras mudanças, e elas aconteceram nas mais diversas áreas do conhecimento. Entretanto, observaram-se mudanças contundentes nas áreas econômica, política, social, tecnológica e cultural. Com estas mudanças, as sociedades passaram a se readaptar aos novos cenários, entrando em uma época de modernidades, onde a informação é força motriz dentro de um novo paradigma que se convencionou chamar de sociedade do conhecimento.
Na sociedade do conhecimento, a tecnologia ruge de forma intensa e dá a cadência ao desenvolvimento em vários setores, principalmente os econômicos, mas outros são afetados com maior ou menor intensidade. Nesta sociedade, dados e informação são utilizados de forma relevante pelo trabalhador do conhecimento que atua frente a conjunturas definidas e procura resolver os problemas com eficiência para a organização.
Davenport (2006, p. 10) enfatiza que os “trabalhadores do conhecimento têm níveis elevados de expertise, escolaridade ou experiência e seu objetivo principal no trabalho envolve a criação, a distribuição ou a aplicação do conhecimento.”
Desta forma, este trabalhador procura superar as adversidades através do elevado conhecimento das situações que circundam os problemas da instituição.
Dentro desta perspectiva, o capital intelectual das organizações deve ser minerado e lapidado pelas instituições. O investimento no corpo funcional deve ser constante e ser desenvolvido da base ao topo da instituição. Todos devem estar imbuídos do principal objetivo da instituição e agir para atingir este objetivo.
Entretanto, para atuar de forma intensiva e trazer benefícios à organização, a gestão do conhecimento é necessária para o trabalhador do conhecimento e, consequentemente, para a organização. Para explicitar uma definição sobre gestão do conhecimento, pode-se utilizar a definição de Terra (2006, p. 3), onde se lê que:
Gestão do Conhecimento (GC) significa organizar as principais políticas, processos e ferramentais gerenciais e tecnológicos à luz de uma melhor compreensão dos processos de geração, identificação, validação, disseminação, compartilhamento, uso e proteção dos conhecimentos estratégicos para gerar resultados (econômicos) para a empresa e benefícios para os colaboradores internos e externos (stakeholders).
Terra (2003) coloca que a GC deve gerar resultados econômicos para as empresas, mas, se transportarmos o conceito para a esfera pública, a eficiência no serviço público prestado ao cidadão é o ponto fundamental.
Por este prisma, a CG tem como escopo gerar um ambiente ágil para resolução de problemas, aumentar a competitividade, disponibilizar serviços com eficiência, reformular processos inadequados e mudar a visão estratégica, tática e operacional das organizações, sejam elas públicas ou privadas. A figura 1 dá uma ideia mais abrangente dos objetivos da GC.

Este novo paradigma mudou e vem mudando drasticamente a atuação dos países, dos estados, dos municípios, das empresas e das organizações, atingindo, sem distinção, as esferas pública e privada no mundo. As organizações que se adequaram estão à frente no processo e se tornaram mais competitivas enquanto empresas privadas; e, eficientes, enquanto órgãos públicos.
É importante destacar que conhecimento é fundamental para todas as organizações, mas, sem uma gestão eficiente desse conhecimento, ele pode tornar-se um problema, pois informação demais sem a devida organização é também desinformação.
Fonte: SILVA, Edson Rosa Gomes da. Gestão Integrada de Segurança Pública. In: SILVA, Edson Rosa Gomes da; RUSCHEL, Aírton José; BARBI, Eron. Material didático on-line da disciplina Análise Criminal e Gestão Estratégica em Segurança Pública do Curso de Especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública. Palhoça:  UnisulVirtual, 2010.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Serviço de Inteligência

Ana Cristina
Nos dias atuais muito se fala acerca do Serviço de Inteligência, contudo, cumpre ressaltar que este já existe desde os primórdios da humanidade.
É verdade que na antiguidade não se tinha um Serviço tão avançado como hoje, mas a espionagem, vista como Serviço de Inteligência, faz parte de todo o contexto histórico mundial, principalmente nas conquistas de terras e nas guerras.
No Brasil, o Serviço de Inteligência existe desde 1927 e em dezembro de 1999 a Lei n. 9.883 criou a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Cabe esclarecer que enquanto numa investigação se buscam provas, o Serviço de Inteligência vai além, busca a verdade dos fatos.
Em que pese o sigilo exigido das pessoas que trabalham na Inteligência, para se obter efetividade em termos de Segurança Pública, os entes que exercem atividades nesta área devem trabalhar em conjunto, compartilhando informações, pois somente com auxílio mútuo será possível alcançar os objetivos visados.
De pouco adianta um grande contingente de policiais nas ruas a esmo, daí a importância do Serviço de Inteligência que com diagnósticos e prognósticos acerca de determinadas situações pode levar a elucidação de casos de relevante interesse para a segurança pública.
Destaca-se ainda que o Serviço de Inteligência não atua somente nas investigações de fatos já ocorridos, mas atua, sobretudo, em caráter preventivo. Desta forma pode evitar situações que coloquem em risco a segurança da sociedade e do País.
Por ser um órgão que pertence ao Estado e não ao Governo do Estado, não possui vínculo político, sendo seu único compromisso com a democracia.

domingo, 18 de abril de 2010

INTELIGENCIA POLICIAL E SUA CONTRIBUIÇÃO NA TOMADA DE DECISÃO


Célio Fontanella

A Inteligência Policial tendo como uma das finalidades “proporcionar diagnóstico e prognóstico sobre a evolução do interesse da segurança pública” contribui na tomada de decisão. Sua análise é de fundamental importância enquanto geradora de conhecimento e seu exercício são sistemático e permanente de ações especializadas para identificação, acompanhamento e avaliação das ameaças reais.

Para alcançar um padrão de excelência na utilização dos meios operacionais é necessário que haja um tratamento adequado da informação, posteriormente transformada em conhecimento, inteligência e ação, com acesso às mais diversas ferramentas tecnológicas. Sempre é necessária a transformação e geraçao de conhecimento tático para o alcance do conhecimento estratégico, conhecimento esse buscado, inclusive, por empresas para conquista de mercados, pelo que se chama "inteligência competitiva" e  "gestão de informação".

Analisar informação e produzir conhecimento em uma investigação criminal é antes de tudo, uma nova postura que as pessoas devem tomar diante da informação e conhecimento, muitos se equivocam ao imaginar que isto é coisa restrita a cenários hollywoodianos ou a alta capacidade de processamento de dados, em que a tecnologia por si só deve responder aos problemas globais. Por isso a inteligência policial deve estar atenta aos novos acontecimentos da globalização do conhecimento, para continuar sempre atualizada e cumprindo seu papel importante na sociedade, que é de contribuir na tomada de decisão dos agentes de segurança pública.

Diante do exposto, concluímos que a inteligência policial é de suma importância para a resolução de eventos gerados pela criminalidade, tendo em vista que a sociedade pressiona pela solução imediata dos fatos ocorridos. Seu papel, sabemos, também é de prevenir e se antecipar para que alguns projetos criminosos não ocorram, mas para isso é necessário haver investimentos e capacitação dos agentes de inteligência.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Terracrime

EDISON LUIZ SVIDERSKI



Terracrime: Geoprocessamento na batalha contra o crime.
www.comunidadesegura.org/pt-br/node/83 O Terracrime é um software livre desenvolvido em conjunto pelo Laboratório de estatistica espacial da UFMG, Divisão de imagem do INPE,INTI e Escritório das Nações Unidas para drogas e crime e vai garantir o planejamento de politicas de segurança pública e estrategias de policiamento preventivo e repreessivo e monitorar as ações. Também ja foi usado para capacitação em gestão de segurança pública em seis regiões metropolitanas caracteristicamente violentas, Belo Horizonte, entorno de Brasilia,`Porto Alegre, Campinas, Baixada Santista e Recife e também já foi usado pela Policia Federal para descobrir os lugares onde se falsificam documentos e dinheiro é por que é de suma importância o SIG.

Sistema de Informação Geográfica -SIG


ADRIANO MACHADO DE LIZ
 
O SIG foi criado pela Setec para ser uma ferramenta de gestão e controle das escolas da rede federal de educação profissional e tecnológica. Por meio do programa, as instituições cadastram informações gerais e particulares sobre cursos, alunos, professores e infra-estrutura, entre outras. Com esses dados, a secretaria pode gerir melhor seus recursos, pois terá condições de aperfeiçoar suas políticas.

Para acessar a base de dados do SIG, basta entrar na página do sistema na internet e escolher os dados que deseja consultar. Pode ser o custo de aluno por unidade, o aproveitamento escolar, o número de professores da instituição ou o acervo bibliográfico da instituição, por exemplo. Com o SIG, os dados são processados a todo instante e estão sempre atualizados.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sistemas de informações


CLEITON FELIPPE


A utilização dos sistemas de informações podem ser usadas nas mais variadas areas, sua utilização será sem dúvida uma forma de mostrar de forma clara e objetiva para a sociedade em geral o motivo pelo qual foi tomado certas medidas para problemas específico. um exemplo prático é o mapa criminal online, que foi idéia do tenente coronel Paulo Roberto Bornhofen. Ele leu uma reportagem na revista Exame sobre uma iniciativa de um cidadão nos Estados Unidos que montou um mapa com base nos dados que o departamento de polícia divulgava e quis fazer algo similar. De acordo com Bornhofen, o sistema auxília no planejamento do policiamento da cidade, tanto no diário como nas operações que são implementadas, A ferramenta é alimentada diariamente com os dados do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Na página inicial, são mostradas as últimas 50 ocorrências atendidas pelo 10º Batalhão de Polícia Militar. "A idéia foi a de implementar uma ferramenta que nós, Polícia Militar, pudessemos utilizar no planejamento do policiamento e ao mesmo tempo compartilhar desta informação com a comunidade. Como a questão custo sempre foi um impedimento o Google Maps foi a solução ideal", conta Bornhofen. 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Inteligência no Mundo


Texto desenvolvido por: EVANDRO GASS.
     A história da inteligência no mundo começou mesmo antes de Cristo, quando Moisés mandou espionar e trazer dados sobre as terras que eram chamadas de “terras prometidas”.

     Mais tarde foi a vez de Dalila que descobriu os segredos de Sansão, que era a sua “força”.

     Cada vez mais a atividade de inteligência é estudada, discutida e aplicada no mundo.

     Na Rússia, com a KGB (Komitet Gosudarstveno Bezopasnosti) em português Comitê de Segurança do Estado, que surgiu após a Segunda Guerra Mundial.

     Na União Soviética, desempenhava funções de polícia secreta, entre 13 de março de 1954 à 06 de novembro de 1991.

     Nos Estados Unidos, com a CIA (Agência Central de Inteligência) que foi criada em 1947, pelo presidente Harry S. Truman, para satisfazer as necessidades de estratégias devido ao início da Guerra Fria.

     Na Inglaterra, a primeira rede de informações foi montada no século XVI, durante o reinado de Elizabeth. O responsável pela rede de agentes era Francis Walsingham, também alguns artistas se engajaram no trabalho como: Cristopher Marlowe e Shakespeare.

     A atividade de Inteligência no Brasil teve início no governo democrático do presidente Washington Luís, que instituiu em 1927 o Conselho de Defesa Nacional. O objetivo era suprir o executivo com informações estratégicas.

     Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, assim como as principais agências do mundo, foi criado por ordem do presidente Juscelino Kubitschek o SFICI (Serviço Federal de Informações e Contra-Informações) vinculado à estrutura do Conselho de Segurança Nacional. No final da década de 1950, o SFICI consolidou-se como principal instrumento de informação do Estado brasileiro. Seria sucedido pela SNI (Serviço Nacional de Informações).

       Em 1995, o Presidente Fernando Henrique Cardoso baixou a medida provisória nº 813, que autorizava a criação da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) autarquia federal vinculada à Presidência da República. A nova entidade possuiria, entre suas finalidades, a incumbência de planejar e executar atividades de natureza permanente, relativas ao levantamento, coleta, análise de informações, e executar atividades de natureza sigilosa, necessárias à Segurança do Estado e da sociedade.

     Em 1997 foi remetido ao Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 3.651, dispondo sobre a instituição do Sistema Brasileiro de Inteligência e a criação da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) órgão que permaneceu vinculado à Casa Militar até 1999, quando foi criado o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) que assumiu funções relacionadas à  Casa Militar.

     O atual serviço de inteligência é a Agência Brasileira de Inteligência. Entre seus agentes figuram ainda vários nomes de ex-integrantes do SNI. A maior parte das ações da ABIN parece estar relacionada à investigação de crimes políticos. A ABIN já se envolveu em vários escândalos políticos, como o escândalo dos grampos do BNDES.