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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A importância da inteligência para o sistema prisional brasileiro


Tarlys Fernando Werner

Partindo-se do fato que organizações criminosas são comandadas de dentro do sistema penitenciário e do principio que o crime organizado não se extinguirá após algumas operações policiais, nos vemos em uma situação em que precisamos de informações corretas e confiáveis para balizar um plano de ações voltado à desmobilização da estrutura e articulação do crime organizado.
Para que isso ocorra necessitamos transformar os dados existentes nas informações para tomada de decisões corretas. Para Sianes (2005, p.259) dados são a forma primaria de informação. São fatos, tabelas, gráficos e imagens, etc. que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou interpretados e sem sentido em si mesmos. Segundo Fernandes (2006 p.11) informação é a matéria-prima para a produção de inteligência, utilizada em apoio ao processo de tomada de decisão.
Com o comprometimento das partes envolvidas, na tarefa de garimpar dados que possam alimentar um sistema de processamento, que irá tratar de forma eficaz a informação e em seguida transformá-la em inteligência que possa se converter em ação efetiva de combate ao crime organizado estaremos seguindo ao ponto em que mais nenhuma operação criminosa será comandada de dentro de prisões. Onde o sistema penitenciário poderá fazer seu propósito de recuperar cidadãos.

Semelhanças Internacionais entre o Crime Organizado



Como se pode perceber nos fragmentos anteriormente postados (Organizações Criminosas, O crime na América Latina e O crime no Brasil), as organizações criminosas muito se assemelham, sejam nas formas de atuação junto aos governos, sejam nas formas de condução dos negócios criminosos ou nas formas de traçar alianças estratégicas, entre outras. Como o caso da Máfia Siciliana na Itália, a Yakuza no Japão, o Cartel de Cali na Colômbia e o PCC no Brasil, onde já ocorreram formas de atuação muito parecidas, por meio do enfrentamento do Estado.
O assistencialismo promovido pelo PCC no Brasil às pessoas de baixa renda que necessitam de condições básicas (transporte, saúde, “segurança” e alimentação) providenciado pelo grupo criminoso em algumas comunidades tem o intuito de angariar adeptos a sua causa. Tal como já fizera o Cartel de Cali na Colômbia e outras organizações criminosas no mundo.
Assim, o crime organizado se descaracteriza de “lobo e coloca pele de cordeiro” agindo onde o estado deixa espaço e buscando novas formas de atuação. No estilo Robin Hood, tirando dos ricos para dar aos pobres.
Podemos perceber que estão tentando uma espécie de legitimização de suas ações entre as camadas mais pobres da sociedade. Inclusive com palavras de justiça, liberdade e paz como forma de sensibilizar e chamar a atenção para tirar o foco do fato de que é uma organização criminosa que ganha dinheiro à custa da sociedade trabalhadora. Claro que com uma nova forma de atuação, se utilizado dos benefícios da era tecnológica e de uma organização comparável à empresarial.
Eles têm a voracidade do mundo dos negócios em seu íntimo, pois no mundo dos negócios é assim: “olho por olho, dente por dente”. Afinal, no submundo do crime não é diferente.
Além disso, a criminalidade brasileira é um retrato da criminalidade latino-americana e mundial, com grupos criminosos atuando no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, assaltos, seqüestro e aterrorizando a população.
O fornecimento está orientado pela demanda que cresce assustadoramente, principalmente entre os jovens, desde as classes mais baixas até as mais altas.
A brutalidade e selvageria do crime organizado, que age atacando e assassinando policiais, agentes penitenciários, juízes, promotores e políticos, figuras que simbolizam as instituições governamentais e a força do estado. Isto faz com que se estabeleça um ambiente de insegurança e incerteza por parte da população e do próprio estado que se vê incapaz de lidar com essa nova forma de atuação criminosa.
Como foi dito, o crime organizado adquire novas formas de alcançar seus objetivos, acompanhando as evoluções da era da informação e se valendo do conhecimento e experiências, incorporando novas formas de atuação, digna de grupos revolucionários ou grandes corporações multinacionais.
Desta forma, como combater o crime organizado se, em plena era da informação, as regiões estão desconectados? Ou seja, as bases de dados dos criminosos somente são consultadas nas suas regiões e estados de origem.  Isto quando as vaidades entre as instituições não dificultam o acesso às informações dos criminosos. O crime está em rede, mas os estados e países não. E este é apenas um dos muitos problemas a serem enfrentados.  Senão vejamos.  Para analisar um fenômeno é necessário mensurar de forma correta seus impactos, colhendo o maior número de informação possível sobre o assunto em questão, porém as coletas dos dados pelas instituições são na sua maioria imprecisas. Isto por que não há uma metodologia padrão, a ser aplicada por todos os estados.
Para corrigir esse problema a Secretaria Nacional de Segurança Pública precisa padronizar as informações, criando uma base nacional de dados estatísticos sobre os crimes dos estados. Isto já começou com dados estaduais enviados a partir do ano 2000, mas sem grande sucesso no começo, devido à baixa qualidade dos dados.  Contudo, o envio sistemático dos dados está criando uma base sólida para ser analisada por vários estudiosos. Ter dados e informações confiáveis para serem trabalhados corretamente é o principal fator para que se desenvolver análises criminais confiáveis.

Pesquisa sobre Geoprocessamento - II


Por: JUCELI SARTOR COMIN
Num exemplo de utilização do sistema SIG por prefeituras, os resíduos sólidos são alvo de estudos devido sua grande influência na complexidade do meio ambiente e, sobretudo, na vida humana. . O geoprocessamento (SIG) foi interpretado como ferramental capaz de abranger as problemáticas envolvidas na coleta de lixo, sendo que no trabalho há a síntese de pesquisas sobre o uso da logística e sobre o uso do Sistema de Informações Geográficas - SIG na roteirização dos veículos de coleta de lixo em cidades. Os sistemas de coleta foram alvos de definições em relação ao roteamento e logística, utilizados por causa da dependência desses serviços em termos de armazenamento e tratamento. A coleta seletiva também foi um fator de relevância entre os trabalhos reunidos devido aos fatores de otimização como economia, redução de impactos ambientais, resíduos sólidos, roteirizaçao e geração de renda, entre outros.
http://www.unicentro.br/graduacao/deamb/semana_estudos

Por: PHILIPI DE CAMPOS
O Sistema de Informação Geográfica é composto de "dados referenciados espacialmente que podem ser analisados e convertidos para informação para um propósito específico ou aplicação. A feição chave de um SIG é a análise de dados para produzir nova informação" (PARENT, 1991, p. 28), sendo cada vez diversificado o seu ramo de atuação
Indo para um exemplo de utilização de SIG em prefeituras, temos: As prefeituras começam a investir na implantação do SIG, não só como suporte ao planejamento e controle urbano e fiscal, mas também como uma ferramenta para disponibilizar os seus dados geográficos, de caráter não confidencial, à população. Ex Prefeitura de Uberlândia / MG, implantou um SIG que realiza diversas rotinas que auxiliam na tomada de decisão de seus gestores (vide site: http://www.esteio.com.br/servicos/se_uberlandia.htm).
Fonte: http://www.esteio.com.br/servicos/se_uberlandia.htm
http://www2.forumseguranca.org.br/node/22980


Por: GENESIO FERNANDES
Para se entender o que é um SIG, podemos separar cada um dos componentes de sua denominação.
SISTEMA é um arranjo de elementos relacionados ou conectados de tal forma que constituem um todo organizado com características próprias.
INFORMAÇÃO é o significado que o ser humano atribui a um determinado dado utilizando um processo pré-estabelecido de interpretação.
GEOGRÁFICA diz respeito às relações básicas com a Terra, considerada como um corpo em forma de globo.
Dentre os vários conceitos de SIG, temos:
"SIG é qualquer sistema de gerenciamento de informação que pode
Coletar, armazenar e recuperar informações baseadas em sua localização espacial
Identificar locais dentro de um ambiente alvo de acordo com determinado critério
Explorar relações entre conjunto de dados dentro deste ambiente
Analisar dados relacionados espacialmente para auxílio na tomada de decisão sobre este ambiente
Facilitar a seleção e a passagem de dados para modelos de simulação capazes de avaliar o impacto de alternativas no ambiente escolhido
Mostrar o ambiente gráfico e analítico antes e depois de uma análise qualquer"
Fonte:http://www.esteio.com.br/servicos/se_sig.htm
A ESTEIO S.A. executou em 2001, para a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas os serviços de Aerolevantamento com finalidade de geração de Ortofocartas Planialtimétricas na escala 1:2000.
Dentro do mesmo contrato estavam incluídos os serviços de desenvolvimento e implantação de um SIG composto de informações existentes na PM de Poços de Caldas. Além disso, contemplou-se a atividade de Treinamento e Capacitação de funcionários da PM de Poços de Caldas para operação e manutenção do sistema entregue.
Fonte: http://www.esteio.com.br/servicos/se_pocos.htm


Por: NELVIO ESCHER
O sistema de informação geográfica permite ao órgão publico ter controle e para gerenciar possíveis epidemias bem como fenômenos meteorológicos que estão surgindo com freqüência gerando gastos para poder público, que começa a investir nessa tecnologia.

Por: AIRTON GUEDES
Geoprocessamento é uma área de conhecimento que reúne recursos computacionais, como por exemplo, os Sistemas de Informações Geográficas e também técnicas matemáticas, com o objetivo de manipular informações geográficas. O Geoprocessamento influencia diversas áreas como a Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia e Planejamento Urbano e Regional.
Segundo Câmara e Davis, é possível dizer de forma genérica: “Se onde é importante para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de trabalho”. Sempre que o onde aparece, dentre as questões e problemas que precisam ser resolvidos por um sistema informatizado, haverá uma oportunidade para considerar a adoção de um SIG.
Sistema de Informação Geográfica
Um sistema de informação geográfica (SIG) é um conjunto de softwares, métodos, dados e usuários integrados, possibilitando o desenvolvimento de uma aplicação capaz de coletar, armazenar e processar dados georreferenciados. A utilização de SIG tomou uma proporção muito grande sendo possível melhorar o gerenciamento de informações e evoluir nos processos de tomada de decisão, nas áreas de transporte, proteção ambiental, planejamento municipal, estadual e federal.
As áreas que mais tem se aplicado esta tecnologia são:
Administração Municipal, Estadual e Federal;
Concessionárias de Águas, Telefonia e Energia;
Saúde Pública;
Meio Ambiente, Área Florestal e Agrícola;
Planejamento de Vendas,
Distribuição;
Transportes;
Agricultura;
Projeto e Administração de Polidutos;
Roteamento de Veículos.
Características de SIG e Dados Georreferenciados
Os SIGs se caracterizam por permitir ao usuário, a realização de operações complexas de análises sobre dados espaciais. Um sistema de informação geográfica pode manipular dados gráficos e não gráficos, permitindo a integração de informações para análise e consulta de informações geográficas. Um exemplo seria a localização de uma viatura policial através da posição geográfica.
Atualmente o desenvolvimento de SIG é feito de forma integrada e seus dados podem ser armazenados em Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados que possuem funções e comandos para manipulação dos dados espaciais.
As principais características de um Sistema de Informações Geográficas são:
• A capacidade de inserir e integrar, numa única base de dados, informações espaciais provenientes de dados cartográficos, dados censitários e cadastros urbano e rural, imagens de satélite, redes e modelos numéricos de terreno;
• Oferecer mecanismos para combinar as várias informações, através de algoritmos de manipulação e análise, bem como para consultar, recuperar, visualizar e plotar o conteúdo da base de dados georreferenciados.
Dados georreferenciados podem ter representação gráfica (pontos, linhas e polígonos) bem como numérica ou alfanumérica (letras e números). Estes dados, também chamados de dados referenciados geograficamente, detalham e expõem fenômenos geográficos. O dado georreferenciado descreve a localização do fenômeno geográfico ligado a uma posição sobre ou sob a superfície da terra.
Resumidamente estas técnicas para armazenamento de dados espaciais podem ser descritas da seguinte forma:
Estruturas Matriciais:
Também chamada de raster, este tipo de estrutura tem seus valores associados a uma matriz de células.
Estruturas Vetoriais:
Estruturas vetoriais representam mapas através de coordenadas X e Y, ou longitude e latitude, onde os símbolos do mundo real são localizados por pontos, linhas e polígonos
Fontes: http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/cap1.-introducao.pdf
http://www.inf.ufsc.br/~ronaldo/ine5342/bdg.ppt
www.devmedia.com.br
  
Por: LEONARDO JOSE DE SOUZA
O governo federal juntamente com o exercito Brasileiro implantou um projeto que mapear 1,8km² da Amazônia. o projeto consiste na instalação de uma plataforma fluvial no rio Papuri, no qual os milites instalaram no fundo do rio uma haste de metal e um triangulo posicionado sobre a plataforma de maneira exata para que possa ser registrada por GPS de alta precisão.
A pirâmide de alumínio que os soldados instalam dentro do rio é um refletor que será usado para aferir a precisão geográfica das imagens de radar feitas pelos aviões do projeto Cartografia da Amazônia, um grande esforço de mapeamento de áreas remotas da floresta, lançado neste ano pelo governo federal. De volta à base, o ponto de GPS marcado no solo será comparado às coordenadas obtidas do ar, usando os refletores como ponto de referência. Para que os mapas tenham a precisão desejada, as coordenadas medidas pelos soldados e pelo avião devem ser iguais, com uma margem de erro de poucos centímetros.
Os refletores precisam estar em terreno aberto para que possam ser detectados com clareza pelo radar - coisa rara em áreas de floresta densa, como o norte do Amazonas. A plataforma fluvial foi desenvolvida pelas equipes de engenharia do Exército para situações como essa, em que não há clareiras ou praias para acomodar os equipamentos. Outras opções incluem armar os refletores em pedras no meio do rio ou em clareiras já abertas por ribeirinhos. A instrução é não derrubar nenhuma árvore.
Fonte:http://geoinformacaonline.com/index.php?option=com_content&task=view&id=354&Itemid=2

 Por: MANOEL APARECIDO MORENO
O IBAMA, definido pelo artigo segundo da Lei 7735/89, é o órgão federal executor da Política Nacional do Meio Ambiente agindo na área de pesca, fauna, flora, poluição, degradação, normatização, pesquisa, educação ambiental, técnica e unidades de conservação dentre outras. Para que ocorra a fiscalização, a monitoração, pesquisa, amplitude das unidades de conservação, regular a normatização e por fim a devida educação ambiental.
Há profundas preocupações para identificar, caracterizar e mapear áreas de risco pelo IBAMA no Parque Nacional da Serra do Itajaí, logo, demonstraram o interesse de relacionamento de dados estatísticos e geográficos para o gerenciamento e combate para as áreas de riscos do trabalho de elaboração de plano de contingência para esse território ambiental que foi coordenada pela Analista Ambiental Kátia Regina Aurich (Engenheira Agrônoma).
Programa utilizado: Programa ArcGIS versão 9.1. licenciado pelo CSR/IBAMA.
Disponível em:< http://www.ibama.gov.br/emergencias/wp-content/files/SANTA%20CATARINA%20-%20PARNA%20ITAJAÍ%20-%202008.pdf>.Acessado em: 15 de Julho de 2010.

 Por: MARCOS PEREIRA GARCIA
Embora a utilização por parte das secretarias de segurança, ainda não estejam em um patamar avançado, a tecnologia de geoprocessamento já se observa em outros campos, como exemplo a área agropecuária, que conforme dados da pesquisa realizada, desde o ano de 1994, já apresenta estudos.
Fonte: http://www.scribd.com/doc/7157764/Sig-e-Extensao-Rural

 Por: JAISON GENTIL QUINTINO
A Secretaria de Estado da Segurança Pública ...(SSPDC-SC), em parceria com a empresa Imagem, esta implementando um projeto de prevenção ao crime, com base na utilização de um Sistema de Informações geográficas (GIS).
Com base nestas analises, a secretaria espera otimizar a gestão da frota policial nas ruas, agilizar os despachos das ocorrências, tornando os serviços de ronda e prevenção mais eficazes. mundogeo.com.br

 Por: MARCELO COLIN
O mapeamento criminal constitui uma das diversas aplicações do Geoprocessamento em Gestão Pública, apresentando-se como uma poderosa ferramenta a serviço da justiça e do combate à criminalidade através da espacialização ou georreferenciamento de estatísticas criminais, e apontando para o seu grande potencial em termos de cadastro de ocorrências e análise criminal. A produção de cartogramas estatísticos se insere no ramo da Cartografia Temática integrada com a Estatística.
Os mapas foram desenvolvidos com o objetivo precípuo de contribuir para o planejamento estratégico em Segurança Pública através da análise espacial da distribuição das ocorrências policiais por Áreas Integradas de Segurança Pública. Os mapas temáticos utilizam como base de dados as informações obtidas principalmente junto às Polícias Militar e Civil, que após serem analisadas e receberem tratamento estatístico, são georreferenciadas, contribuindo para a análise espacial da criminalidade e identificação das manchas criminais.


Por: ANDRESSA CRISTINE CAVIQUIOLI
A idéia de mapear o crime existe desde o início do século XVIII na França. Foram criados os primeiros mapas de crime, combinando técnicas de cartografia com estatísticas criminais.
Atualmente esses mapas são desenvolvidos com o objetivo de contribuir para o planejamento estratégico em Segurança Pública através da análise espacial da distribuição das ocorrências policiais por áreas.
Os dados utilizados para a criação dos mapas do Estado do Rio de Janeiro utilizam como base de dados as informações obtidas principalmente junto às Polícias Militar e Civil do Estado, que após serem analisadas e receberem tratamento estatístico pelo próprio NUPESP, são georreferenciadas, contribuindo para a análise espacial da criminalidade e identificação das manchas criminais.
http://www.geocart.igeo.ufrj.br/pdf/trabalhos/2003/Seguranca_Publica_2003.pdf

 Por: PAULO ROBERTO PERUZZO
Um exemplo é o Sistema de Informações Geográficas, que funciona com base de dados geográficos, e auxilia nas previsões meteorológicas, coletando registros de uma base de dados e pode apontar a localização nos mapas..


 Por: EDUARDO VALDELI DE BARCELOS
As áreas de atuação do SIG são extremamente amplas, pois Um SIG "é projetado para aceitar dados de uma grande variedade de fontes, incluindo mapas, fotografias de satélites, textos impressos ou estatísticas".
fonte:http://www.edumedeiros.com/geografia/sig.php

 Por: EDUARDO VIEIRA
O sistema de informação geográfica o SIG, pode contribuir na atividade policial, fiz uma pesquisa na Internet sob o Assunto e encontrei dados sobre o referido sistema (SIG ou GIS - Geographic Information System) que segundo informação é um sistema de hardware, software, informação espacial e procedimentos computacionais que permite e facilita a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenômenos que nele ocorrem.

Por: CLAUDIO ADÃO SANCHES
Um sistema de informação geográfica é um sistema baseado em informação baseado em computador que permite capturar, modelar, manipular, recuperar, consultar, analisar e representar geograficamente referenciados. A tecnologia SIG pode trazer enormes benefícios devido a sua capacidade de manipular a informação espacial de forma precisa rápida e sofisticada. Atualmente algumas de suas aplicações incluem temas como a agricultura, floresta, cartografia, geologia, cadastro urbano, redes de concessionárias (água, energia, telefonia), dentre outras.

sábado, 19 de novembro de 2011

Tipos de Inteligente para ser produtivo

Confira como as inteligências linguística, lógico-matemática, espacial, interpessoal e intrapessoal podem ajudar você e sua empresa a serem mais produtivos

Quem é mais produtivo também é mais inteligente? Talvez um não seja sinônimo do outro, mas fazer as diversas inteligências trabalharem a seu favor para ganhar mais produtividade, é um primeiro sinal de inteligência.
As inteligências linguística, naturalista, lógico-matemática, espacial, corporal sinestésica, musical, interpessoal e intrapessoal, que fazem parte da Teoria das Inteligências Múltiplas (TIM), criada em 1985 pelo psicólogo Howard Gardner, apontam as habilidades que podem ser desenvolvidas ou combinadas de maneira única em cada pessoa.
Gardner, que também é professor de cognição e educação na Harvard Graduate School of Education, defende que todas as pessoas são dotadas destes oito tipos de inteligência, e que as pessoas são consideradas inteligentes pela capacidade que têm de resolver problemas. 

Dos oito tipos de inteligência, cinco delas, se bem trabalhadas, podem melhorar a produtividade na carreira e dentro das empresas. Confira:
Inteligência linguística - Diminui os ruídos da comunicação e aumenta a produtividade do grupo.
Identifique: profissionais com essa inteligência possuem habilidades com os sons, ritmos e significados das palavras. Demonstram percepção especial das diferentes funções da linguagem e são capazes de convencer ou transmitir ideias facilmente.
Ganhos: o desenvolvimento dessa capacidade é fundamental para garantir a transmissão precisa e eficiente de mensagens para as demais pessoas.
 
Inteligência lógico-matemática – Organização em primeiro lugar
Identifique: pprofissionais com capacidade de explorar relações, categorias e padrões, pela manipulação de objetos ou símbolos. Conhecidos pela facilidade para contar e fazer cálculos, são pessoas mais organizadas por natureza. Sabem onde guardam tudo-, o que facilita a recuperação das informações.
Ganhos: Altos níveis de produtividade por conta da organização. Os chefes podem usar esse talento para incentivar a disseminação dessas técnicas para toda a equipe.
Inteligência espacial – Estações de trabalho organizadas e limpas
Identifique: profissionais com percepção visual e espacial precisa.
Ganhos: Pessoas com essa inteligência gostam de manter suas estações de trabalho organizadas e limpas, o que contribui para sua própria produtividade e dos demais, não invadindo o espaço alheio.
Inteligência interpessoal – Resultados mais rápidos e maior produtividade
Identifique: são profissionais que entendem e respondem adequadamente a reações, intenções, desejos, temperamentos e motivações.
Ganhos: execução de um trabalho com mais eficiência. Conquista da parceria e confiança de outras pessoas. Resultados mais rápidos e maior produtividade.
Inteligência intrapessoal – Atitude produtiva
Identifique: capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e lançar mão desse conhecimento para resolver problemas.
Ganhos:  reconhecimento das próprias limitações, pensando em formas de superá-las com eficiência. Minimizar fraquezas que possam atrapalhar um projeto ou a equipe.

Como as empresas podem ser produtivas com as diversas inteligências
Nas organizações, a Teorias das Inteligências Múltiplas (TIM) pode ser útil na hora de recrutar e migrar funcionários para outras funções. Em entrevista recente a revista HSM Management, edição 87 de Julho-Agosto de 2011, Gardner falou do uso da teoria para identificar líderes nas organizações e alertou que bons técnicos nem sempre serão grandes gestores – pode lhes faltar a inteligência interpessoal.
A boa notícia é que o aperfeiçoamento da inteligência interpessoal - assim como a intrapessoal -, pode ser feito a qualquer momento, de acordo com a declaração do psicólogo para uma entrevista a revista Veja, em 2007.
Além disso, a teoria valoriza a eficiência com que as pessoas resolvem os problemas, mesmo que de um jeito diferente do tradicional. As organizações que destacam isso em seus profissionais automaticamente ganham na produtividade, afinal um time multitalentoso e multidisciplinar pode chegar a uma solução inovadora mais rápido.
A valorização de cada profissional pelo seu talento único também acarreta no aumento da autoestima do grupo, pois profissionais motivados e seguros de suas capacidades produzem ainda mais e melhor.
O treinamento das inteligências
Um dos maiores desafios é como afiar capacidades que estão adormecidas em um indivíduo. Kátia Stocco Smole, doutora em educação e diretora da instituição de treinamento de professores Mathema, diz que o melhor jeito de ensinar é quando se utiliza habilidades que a pessoa já tem.
“As inteligências não atuam separadas, uma estimula a outra. A teoria das inteligências múltiplas é um dos fundamentos de nosso treinamento, pois são necessários todos os tipos de estímulos para abordar a matemática, pode ser até por meio das artes. Essa teoria abre uma porta muito otimista para os alunos, ao apostar que todo mundo é capaz de aprender”.
Na opinião de Celso Antunes, especialista em cognição, esta teoria pluralizou o uso de formas de expressão e veio dar asas às competências humanas. “O aluno não precisa materializar o que aprendeu apenas por meio de um texto, mas por outras alternativas à inteligência linguística, por exemplo:
• médias e gráficos – inteligência lógico-matemática
• fotos e desenhos – inteligência  espacial
• jograis e trovas – inteligência musical ou sonora, entre outras”.

Fonte: HSM

domingo, 6 de novembro de 2011

Participação de alunos em fóruns do curso “Uso de Informação na Segurança Pública da SENASP”


Várias perguntas referentes a padronização de dados, construção de sistemas, investimentos em tecnologias e uso das informações para dar suporte as ações profissionais e análise para tomada de decisão.
Estas são algumas das respostas postadas
Temos observado é que a produção deste conhecimento específico quando deparado com a realidade vem abaixo, devido uma série de fatores que antes não eram observados, a produção de números nem sempre bate com a realidade, temos o exemplo aqui de Joinville - Santa Catarina, que os números por si só não pode ser considerados como conhecimento, mas sim com sua real utilização e confronto com a realidade, aqui em Joinville foi implantado um serviço em que no início atendíamos apenas o roubo a comércio e a residência, onde é feito a visita em até 48 horas após o fato para a coleta de melhores dados e possível reconhecimento, traçando desta maneira os modos operante, horários de vulnerabilidade, possíveis vítimas e principalmente tornando-se à memória do Batalhão, pois nosso trabalho não fica apenas na nossa mesa ou vai a conhecimento apenas dos escalões superiores, também fomentamos os mais interessados, que são os policias que estão na linha de frente. Trabalhamos com a melhor coleta de dados e a distribuição do conhecimento produzido, a qual já deu ótimos resultados diminuindo o índice destes crimes, quando identificados os agentes ou veículos suspeitos, damos efetividade a estas informações, foi verificado que direcionando uma pequena fração da tropa, dois ou quatro policiais para atuar na coleta destes dados e transformando em informações as quais é compartilhada com todos a qual vem ser agregado novos dados transformando assim em um conhecimento geral, facilitando na prevenção dos crimes e na captura dos agentes, sendo que após a captura estes não responde por apenas um delito, mas sim por todos delitos que cometeram, tendo em vista que geralmente este é pego em flagrante em um crime e responde por todos os outros de sua autoria, levando assim ao conhecimento do judiciário através da policia civil dando autoria conhecida aos demais inquéritos já instaurados.
­­­­­­­­­­­­­­­­A partir do momento que se criar um banco de dados nacional, padronizado, que armazene todas as informações necessárias de que a segurança pública necessita e que estas informações sejam compartilhadas com todos os entes da Federação, com certeza teremos muito mais condições para coibir a prática da criminalidade em nosso país. Mas para que tenhamos um sistema eficaz, é necessário que o governo invista na valorização do profissional da segurança pública, para tanto, é necessário investir na qualificação, no treinamento e na remuneração desses profissionais, profissionais estes, comprometidos com a causa da segurança pública.
Acredito que o investimento no material humano não consegue acompanhar o investimento em sistemas. Um dos motivos para tal é a falta de pessoal. Não creio que o Estado esteja esquecendo a qualificação dos profissionais, porém, no meu entendimento muitos profissionais acabam se sentido desmotivados a se capacitarem na operação de novos sistemas em virtude da ausência de qualquer retorno para aqueles que assim o fizeram. Infelizmente, o único retorno a que fazem jus acaba sendo o acréscimo de trabalho por saberem operar com mais eficiência um novo sistema. Enquanto isso, aqueles que não se atualizam não sofrem qualquer prejuízo e sequer são cobrados, restando apenas rotulados como "aquele (a) não sabe fazer nada".
O governo ainda investe muito pouco no sistema de informação, deveríamos ser mais bem treinados para utilizar os melhores sistemas disponíveis atualmente no mercado, pois estamos falando no bem da coletividade, e para isto não deveriam falta de verba, ou outras desculpas esfarrapadas. No mundo atual, existe sistemas excelentes para o trabalho policial, mas em nosso estado por exemplo, ainda é muito precário, sem contar a falta de preparo dos agentes de segurança para manusear os poucos que temos, seja por falta de vontade do policial, seja por falta de investimento do estado.
Durante muito tempo o investimento em informação e em formação ficou em segundo plano. No momento todas as instâncias governamentais (municipal, estadual e federal) estão investindo em informações (inteligência) e também com formação dos integrantes da segurança pública, o investimento é pequeno ainda, mas que já está dando uma outra cara para a segurança pública. Estes cursos oferecidos pelo SENASP são um exemplo, bem como a bolsa formação, porém a mesma pelos requisitos acabou excluindo alguns integrantes, o que acaba por desmotivar.
­Pela minha experiência na polícia civil, acredito que providenciar estatísticas, histórico criminal, eliminar trabalho redundante, aumentar a qualidade da informação, emitir certificados, licenças e permissões e manter acervo de dados históricos são mais fáceis de serem colocados em prática, pois dependem unicamente da Secretaria de Segurança Pública no âmbito dos estados.
Por outro lado, partilhar informações com outros entes públicos, empresas de segurança, mídia e público em geral, parece-me um pouco mais complicado. Primeiro porque muitas vezes a mesma pessoa poder ter vários registros de identidade (um em cada estado da federação), o que dificulta sua identificação no sistema, e segundo porque nem todos os dados podem ser divulgados para o público em geral. Há de se decidir que informações seriam disponibilizadas, e definir níveis de acesso, o que também envolve planejamento e organização.
Acredito que a informação é base para produção do conhecimento, no intuito de com base nos dados coletados, gerir de forma a consolidar esses dados e através de análises específicas propiciar ao gestor público e tomador de decisões bases sólidas de dados fidedignos para atuar na prevenção e busca da redução da taxa de criminalidade. Isto parte da premissa que aqueles que abastecem tais dados num sistema de informação estejam alimentando-o, sobremaneira, de fatos os mais próximos possíveis da realidade vivida por cada setor, região, e/ou fato específico e de forma fidedigna. Somente desta forma, utilizando-se de diversos recursos, múltiplos processos sociais de contagem, medição e interpretação de fatos, fará com que a consolidação de estatísticas possam servir como instrumento para gestão pública e assim, otimizar o papel do gestor público e gerar resultados futuros com bases fundamentadas no saber científico.
Atualmente com as novas ferramentas de gestão pública é possível dinamizar a aumentar a eficiência no âmbito de segurança pública, basta estas ferramentas estarem a dispor do órgãos públicos para executa-los e ao mesmo tempo a parte centra de recolhimento de dados em perfeita sintonia, exemplo disto é o fato que o Ministério da Justiça disponibiliza varias ferramentas para a criação de um banco de dados contudo as instituições não utilizam: ex o soft terra crime alguém aqui já viu ou preencheu os dados desta ferramenta, o fato é este o MJ tem o objetivo mas as instituições não tem a vontade, fato este que resulta em um mau serviço prestado.
Quando as instituições de segurança assumir sua responsabilidade e o governo passar a cobrar a efetiva realização daquilo que foi assinado no convênio de segurança entre governo estadual e governo federal ai quem sabe as práticas objetivando melhor qualificar o profissional que vai utilizar a ferramenta de gestão em segurança iram ser praticadas.
Fazendo uma análise individual dos indicadores, inicialmente é possível observar que a troca/partilha de informações entre os órgãos de Justiça Criminal já existe, contudo a justiça continua morosa, isso devido a outros fatores, como por exemplo, o contingente; Sobre o histórico criminal a Polícia já o faz para buscar elucidar diversos crimes, contudo esse item deve dispor de um certo cuidado, objetivando evitar a antecipação da culpa, devendo observar os princípios que regem a defesa, como o contraditório e ampla defesa. Sobre as estatísticas posso destacar que minha Instituição (Polícia Civil) dispõe de um setor responsável, contudo essas estatísticas ainda não são inclusas na prática policial, salvaguardando as estatísticas empíricas (individual do Policial), que são ainda de grande valia na elucidação de crimes. Sobre trabalho redundante observo a dificuldade da vítima, em registrar um Boletim de Ocorrência, para que um outro dia compareça na mesma DP para prestar depoimento, relatando todo o fato novamente, para outro colega Policial. Sobre os atestados de bons antecedentes acredito que seja um absurdo a Polícia Civil emitir esses tipos de atestados, onde um cidadão acusado, já é “condenado” por maus antecedentes, sem haver o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, podendo ser absolvido posteriormente em um processo judicial, e sendo prejudicado devido os “relativos” “maus antecedentes”. O acervo do histórico das informações é extremamente importante para buscar dados e informações que auxiliem na elucidação criminal, como por exemplo, dois autores que foram detidos dez vezes cometendo crimes, e, na última vez apenas um deles foi detido, contudo o Policial poderá buscar informações sobre um possível segundo autor. Sobre banco de dados, o de veículos furtados/roubados funciona com excelência, nos dias atuais, mas o de desaparecidos está engatinhando, comparado a sua importância, assim como a armas, que já foi bom, mas hoje em dia é falho, talvez pela complexidade de informações que uma arma de fogo carrega; entre outros bancos de dados bons e ainda ruins.
Síntese do curso - Inicialmente é importante destacar os objetivos que o contemplam. A difusão da importância do gerenciamento das informações relacionadas à Segurança Pública no Brasil. Nesse objetivo já é possível notar a necessidade do Brasil em discutir a melhor maneira de fazer o gerenciamento das informações que trabalha. Não basta o operador da Segurança Pública Nacional confeccionar estudos e discussões sobre o melhor gerenciamento das informações criminais. Junto a isso, se faz necessária também a preparação dos agentes operadores da Segurança Pública Nacional para interagir com as informações criminais. De modo a compreender todo o curso, a primeira aula apresentou a formulação e compreensão de uma metodologia que fizesse com que o agente da Segurança Pública utilize as informações criminais de modo coordenado, metodológico e científico. Na segunda aula foi possível observar o desenvolvimento de sistemas de informações em alguns países, principalmente os europeus, assim, também foi possível compreender a importância dessas informações em cada nação, destacando suas particularidades nacionais, resultando e colaborando nas políticas de segurança pública que cada país necessita. Na aula seguinte foi possível compreender as características dos sistemas de informações gerenciais, como por exemplo, o fornecimento de estatísticas criminais que auxiliam os agentes de Segurança Pública. Ainda, foi possível identificar e reconhecer a importância de indicares sociais de criminalidade que auxiliam nas políticas de Segurança Pública, sendo esses indicadores aqueles que possibilitam definir as dimensões sociais de interesse definidas a partir de escolhas teóricas ou políticas realizadas. Na quarta aula foi possível compreender também os processos de três sistemas de informação gerencial, podendo ser possível estudar ainda alguns exemplos que a Segurança Pública utiliza como sistemas de informações, como por exemplo, a coleta de dados criminais, mais especificamente, o volume de fatos de roubo em um certo lugar de uma cidade. Por fim, a última aula apresentou o ensinamento de elaboração de indicadores sociais, através da confecção de tabelas, gráficos, mapas, e relatórios, retirados do gerenciamento das informações e dos dados criminais coletados.
O curso Uso de Informações na Gestão das Ações de Segurança Pública propõe difundir a importância do uso das informações de segurança pública no gerenciamento estratégico e ainda capacitar os profissionais da área com conceito técnico e instrumental, bem como desenvolver ações criteriosas. A informação é parte fundamental na construção do conhecimento e do saber científico. O uso de técnicas e ferramentas adequadas para o levantamento dos dados específicos são primordiais no desenvolvimento desse paradigma. O gerenciamento de informações criminais é bastante complexo e sofre constantes mudanças, pois os fatores externos como política, economia e características sociais, são elementos que interagem diretamente nesse processo. Uma boa gestão na área de segurança pública, acompanhada de operações integradas, promovem a construção de uma novo ambiente de trabalho. A consciência da gestão profissional e de práticas adequadas das experiências e do conhecimento científico irão estimular o desenvolvimento de sistemas informatizados com alto nível de desempenho operacional e de apoio a decisão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Processo de descoberta do conhecimento como suporte à análise criminal

Este artigo foi publicado no Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação.
Referência: SILVA, E. R. G. ; ROVER, A. J. . O Processo de descoberta do conhecimento como suporte à análise criminal: minerando dados da Segurança Pública de Santa Catarina. In: International Conference on Information Systems and Technology Management, 2011, São Paulo. Anais da International Conference on Information Systems and Technology Management. São Paulo: FEA, 2011. v. 8.

Resumo: Este artigo pretende apresentar os processos de mineração de textos e dados para dar suporte à análise criminal. Pretende-se vislumbrar a utilização pragmática dos processos no domínio da segurança pública. Como a análise criminal é um dos pilares da gestão integrada em segurança pública, e esta visa formular estratégias para um enfrentamento eficiente das ações criminosas, pode-se destacar que ela precisa de ferramentas capazes de auxiliar no processo de extração do conhecimento dos bancos de dados das instituições de segurança pública.
A extração deste conhecimento ajudará na produção de análises criminais mais embasadas. A mineração de dados, por meio dos processos de Knowledge Discovery in Database (KDD) e Knowledge Discovery Text (KDT), podem ajudar as instituições a gerar análises criminais mais confiáveis e melhorar o entendimento do fenômeno da criminalidade. Estas análises podem também auxiliar as instituições na formulação de estratégias para atuar contra os criminosos de forma integrada e inteligente. A produção de análises criminais pelos analistas é cercada de vários passos, assim como os processos de KDD e KDT, mas o objetivo em comum em ambos é disponibilizar conhecimento para tomada de decisão. Desta forma, este artigo utiliza dados reais da secretaria de segurança pública, mais precisamente dos boletins de ocorrência registrados na polícia civil de Santa Catarina.
Os dados são sobre algumas tipificações de crimes contra a vida. Para manipulação destes dados foi usada a ferramenta WEKA, empregando um algoritmo de associação. O algoritmo utilizado foi o apriori que associou os eventos dos dados das ocorrências registradas. O processo de KDT ajudou a refinar a amostra de dados e o KDD fez as inferências necessárias para colher alguns resultados. Com as associações do apriori se verificou qual a faixa etária entre as vítimas é mais suscetível aos crimes de homicídio, quais horários há maior número de homicídios dolosos e o estado civil das vítimas. Estas informações analisadas e disponibilizadas aos tomadores de decisão podem ajudar no planejamento das instituições que corroboram para a manutenção da segurança pública.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Instituída a carreira única da Polícia Militar do Distrito Federal

Mudanças são necessárias e esta é uma para criar motivação.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 62 da Constituição da República Federativa do Brasil, adota a seguinte medida.Art. 1º Fica instituída a carreira única da Polícia Militar do Distrito Federal a qual incia-se como soldado de 2ª classe e encerra-se como Coronel de Polícia.Art. 2º – A polícia Militar do Distrito federal criará normas e mecanismos para a ascensão profissional.Art. 3º – Unificam-se todos os quadros da Polícia Militar ao Quadro de Policiais Militares Combatentes, exceto o Quadro dos médicos que permanecesse conforme se encontra na lei.Art. 4º – Deixa de existir o número de vagas para promoção, havendo progressão funcional conforme tabela em anexo.Art. 5º – Todos os benefícios contidos nesta lei estendem-se aos policiais militares inativos, da reserva remunerada e as pensionistas.Art. 6º – Deixa de existir o interstício e passa a ter progressão funcional conforme tabela do anexo I.Art. 7º – Estabelece o Mês Março como sendo a data base do reajuste dos Policiais Militares do Distrito Federal.Art. 8º – Institui o reajuste anual para os Policiais Militares no mesmo percentual concedido ao Fundo Constitucional.Art. 9º – A promoção para 2º Ten. será exclusiva dos subtenentes ou, quando não houver subtenente habilitado, deverá ser primeiro Sargento obedecendo ao critério da antiguidade.Art. 10º – Cria-se a gratificação para os policiais militares que estejam exercendo função de monitor, instrutor e ou comandante de pelotões dos cursos de formação e profissionalização.Art. 11º – Cria-se a gratificação de escolaridade para curso acima de 120horas/aulas no mesmo valor pago referente a um serviço voluntário.Art. 12º – Para efeitos do disposto no Inciso I do Art. 86, ficam estabelecidas as equivalências de cursos conforme aplicado nesta lei no Art. 105 aos Bombeiros Militares do Distrito Federal.I – a Curso de Formação de Praças, o Curso de Formação de Soldado;II – a Curso de Aperfeiçoamento de Praças, o Curso de Formação de Sargentos;III – a Curso de Altos Estudos de Praça, o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos;IV – a Curso de Formação, os cursos superiores exigidos para o ingresso dos militares dos Quadros de Oficiais Militares QOPMA e ESPECIALISTAS.Art. 13º – O Policial Militar, quando completar trinta anos de efetivo serviço à Corporação, será promovido automaticamente ao posto ou graduação seguinte na escala hierárquica.Art. 14º – Cria-se a gratificação de escolaridade para os cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado, bacharelado no valor pago referente a dois serviços voluntários por cada certificado apresentado.Art. 15º – Para a progressão funcional ao posto de coronel será exigido os cursos de bacharel em direito, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso de Altos Estudos de Oficiais, curso superior de oficial, que serão ministrados a partir do posto de capitão pela PMDF e CBMDF.Art. 16 – autoriza a venda das licenças especiais e férias não gozadas totall ou parcial para aquisição da casa própria, aquisição de veículos, custear despesas médicas para tratamento de saúde própria ou dependentes, pagamento de dívida com entidade e ou órgãos do governo, aquisição de imóveis. Agora veja a tabela dos vencimentos equiparados aos da polícia civil. Vejam se ficou ruim.TABELA DOS QUADROS DE POSTOS E GRADUAÇÕES DA PMDF E SEUS RESPECTIVOSVENCIMENTOS APÓS A PUBLICAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO em 22 de fevereiro de 2011 10:55.







Coronel PMNÍVEL ÚNICO R$ 23.275,00Tenente-Coronel PM03 ANOS /NÍVEL 03 R$ 21.413,00

02 ANOS/ NÍVEL 02 R$ 20.947,50

01 ANO / NÍVEL 01 R$ 20.482,00

Major PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 20.016,50

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 19.561,00

01 ANO / NÍVEL 01 R$ 18.852,75

Capitães PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 18.387,25

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 17.921,75

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 17.456,25

Primeiro-Tenente PM03 ANO/NÍVEL 01 R$ 17.400,00

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 17.300,00

01 ANO/NÍVEL 03 R$ 17.223,50

Segundo-Tenente PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 17.117,00

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 16.687,00

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 16.257,00

SubtenentePM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 15.827,00

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 15.361,50

01 ANO/NÍVEL 01 R$14.430.50

1º Sargentos PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 13.965,00

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 13.499,50

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 13.034,00

2º Sargentos PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 12.568,50

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 11.870,25

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 11.404,75

3º Sargentos PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 10.939,25

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 10.473,75

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 10.008,25

Cabos PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 9.692,70

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 9.310,00

01 ANO/NÍVEL 01 R$ 9.298,00

Soldado PM03 ANOS/NÍVEL 03 R$ 8.238,20

02 ANOS/NÍVEL 02 R$ 7.000,00

1 ANO/NÍVEL 01 R$ 5.952,20

Soldado de 2ª classe Receberá o valor de 60% dos vencimentos do Soldado NÍVEL 03 COM TRÊS ANOS DE SERVIÇO. R$ 4.942,28.Esta medida entra em vigor na data de sua publicação e revogam-se todas as disposições em contrário.