Bem vindos ao espaço colaborativo de Segurança Pública!.

Este espaço é para incentivar a preparação e publicação de artigos em eventos destinados a publicação científica.

O intuito é que se apresentem ideias e se construa de forma compartilhada, com ajuda de críticas e sugestões dos colaboradores, artigo para posterior envio para congresso, seminários, workshops e revistas especializadas.

Os conteúdos aqui postados devem ser exclusivamente para o enriquecimento intelectual e não se ater no cunho político partidário ou ofensivo a condução das políticas públicas de segurança. O objetivo principal é propor soluções e não o simples rechaçar.

Obrigado!

sábado, 26 de junho de 2010

Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Defesa Civil

A Reitora do Centro Universitário Municipal de São José, com sede na Rua Koesa, nº 305, Bairro Kobrasol, município de São José – SC,  no uso de suas atribuições regimentais, TORNA PÚBLICO:

  1. Ficam prorrogadas as inscrições no processo seletivo para o curso de Pós-graduação Lato Sensu em “Gestão de Defesa Civil” pelo prazo de 10 (dez) dias, encerrando-se em 02 de julho de 2010. 
  2. A matrícula dar-se-á no período de 12 a 16 de julho de 2010.
  3. Ficam mantidos os demais itens do Edital nº 011/2010/USJ.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Semelhanças Internacionais entre o Crime Organizado


Como se pode perceber nos fragmentos anteriormente postados (Organizações Criminosas, O crime na América Latina e O crime no Brasil), as organizações criminosas muito se assemelham, sejam nas formas de atuação junto aos governos, sejam nas formas de condução dos negócios criminosos ou nas formas de traçar alianças estratégicas, entre outras. Como o caso da Máfia Siciliana na Itália, a Yakuza no Japão, o Cartel de Cali na Colômbia e o PCC no Brasil, onde já ocorreram formas de atuação muito parecidas, por meio do enfrentamento do Estado.
O assistencialismo promovido pelo PCC no Brasil às pessoas de baixa renda que necessitam de condições básicas (transporte, saúde, “segurança” e alimentação) providenciado pelo grupo criminoso em algumas comunidades tem o intuito de angariar adeptos a sua causa. Tal como já fizera o Cartel de Cali na Colômbia e outras organizações criminosas no mundo.
Assim, o crime organizado se descaracteriza de “lobo e coloca pele de cordeiro” agindo onde o estado deixa espaço e buscando novas formas de atuação. No estilo Robin Hood, tirando dos ricos para dar aos pobres.
Podemos perceber que estão tentando uma espécie de legitimização de suas ações entre as camadas mais pobres da sociedade. Inclusive com palavras de justiça, liberdade e paz como forma de sensibilizar e chamar a atenção para tirar o foco do fato de que é uma organização criminosa que ganha dinheiro à custa da sociedade trabalhadora. Claro que com uma nova forma de atuação, se utilizado dos benefícios da era tecnológica e de uma organização comparável à empresarial.
Eles têm a voracidade do mundo dos negócios em seu íntimo, pois no mundo dos negócios é assim: “olho por olho, dente por dente”. Afinal, no submundo do crime não é diferente.
Além disso, a criminalidade brasileira é um retrato da criminalidade latino-americana e mundial, com grupos criminosos atuando no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, assaltos, seqüestro e aterrorizando a população.
O fornecimento está orientado pela demanda que cresce assustadoramente, principalmente entre os jovens, desde as classes mais baixas até as mais altas.
A brutalidade e selvageria do crime organizado, que age atacando e assassinando policiais, agentes penitenciários, juízes, promotores e políticos, figuras que simbolizam as instituições governamentais e a força do estado. Isto faz com que se estabeleça um ambiente de insegurança e incerteza por parte da população e do próprio estado que se vê incapaz de lidar com essa nova forma de atuação criminosa.
Como foi dito, o crime organizado adquire novas formas de alcançar seus objetivos, acompanhando as evoluções da era da informação e se valendo do conhecimento e experiências, incorporando novas formas de atuação, digna de grupos revolucionários ou grandes corporações multinacionais.
Desta forma, como combater o crime organizado se, em plena era da informação, as regiões estão desconectados? Ou seja, as bases de dados dos criminosos somente são consultadas nas suas regiões e estados de origem.  Isto quando as vaidades entre as instituições não dificultam o acesso às informações dos criminosos. O crime está em rede, mas os estados e países não. E este é apenas um dos muitos problemas a serem enfrentados.  Senão vejamos.  Para analisar um fenômeno é necessário mensurar de forma correta seus impactos, colhendo o maior número de informação possível sobre o assunto em questão, porém as coletas dos dados pelas instituições são na sua maioria imprecisas. Isto por que não há uma metodologia padrão, a ser aplicada por todos os estados.
Para corrigir esse problema a Secretaria Nacional de Segurança Pública precisa padronizar as informações, criando uma base nacional de dados estatísticos sobre os crimes dos estados. Isto já começou com dados estaduais enviados a partir do ano 2000, mas sem grande sucesso no começo, devido à baixa qualidade dos dados.  Contudo, o envio sistemático dos dados está criando uma base sólida para ser analisada por vários estudiosos. Ter dados e informações confiáveis para serem trabalhados corretamente é o principal fator para que se desenvolver análises criminais confiáveis.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

8ª Conferência da IACP para a América Latina


Realizou-se em Florianópolis/SC, de 13 -15 de junho, a 8ª Conferência da IACP (Associação Internacional de Chefes de Polícia) para a América Latina 2010, juntamente com a 10ª INTERSEG – Feira Internacional de Tecnologia sobre Serviços e Produtos para Segurança Pública, onde foi exibida grande variedade de produtos e serviços para segurança pública.

Durante a Conferência ocorreu a participação de palestrantes nacionais e internacional que apresentaram e discutiram assuntos de interesse da segurança pública para sociedade.

O evento contou com o Workshop de Tecnologia da Informação e Segurança Pública - LEIM nos dias 14 e 15/06, acontecendo paralelamente na grade de palestras. Neste evento ocorreu a participação do membro do Grupo de Pesquisa de Governo Eletrônico, inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento da UFSC.

Os palestrantes brasileiros foram:

Sr. Edson Rosa Gomes da Silva – Diretoria de Planejamento e Avaliação da SSP/SC
Palestra: Sistemas de Conhecimento para Segurança Pública

Sr. Hugo Cesar Hoeschel – I3G e Coordenado do Governo do projeto Távola Digital CONSULT: Sala de Situação 2.0
Palestra: Panorama do Uso das tecnologias nas ações de governo e responsabilidade

Sr. Leo Rondon Romero Ibarra  - CIASC
Palestra: Interoperabilidade de Sistemas e Convergência Digital: Modelo Aplicável para a Segurança Pública

TC R1 Ulf Bergmann – Equipe dos Jogos Mundiais Militares
Palestra: Tecnologia da Informação aplicada a Segurança Pública: Uma visão centrada em processos de Comando e Controle

Os palestrantes internacionais foram:
Captain Edson Scott - Department de Police of Los Angeles
Palestra: Information Sharing Lifecycle: From the Police Car to Intelligence

Captain Ed Posey – Gainesville, Florida Police Department
Palestra: Technology and the Law Enforcement Agency in the United States of America

David J Roberts - Senior Program Manager IACP Technology Center
Palestra: Automated License Plate Recognition (ALPR) Systems

 Foto da esquerda para direita Cap. Edward Posey, Edson R. Gomes da Silva, David Roberts e Ten. Cel. Ulf Bergmann

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Polícia Militar de SC tem Palestrantes no Evento da IACP



A Associação Internacional dos Chefes de Polícia (International Association of Chiefs of Police - IACP) é a maior associação de executivos policiais do mundo, sem fins lucrativos. Sua liderança é formada por executivos de polícia em atividade em agências internacionais, federais, estaduais e locais, dos mais variados portes. A IACP possui cerca de 24 mil associados em 103 países do mundo inteiro.
O evento é organizado para discutir sobre segurança pública em várias partes do Mundo. Este ano nosso Estado trouxe para SC o evento no período de 13 a 15 de Junho 2010 no Centro de Convenções Centrosul  (site: http://www.interseg2010.com.br/). O evento conta com palestras diversificadas sobre temas relacionados com a segurança pública.
Junto com a conferência executiva do IACP acontece a Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública – INTERSEG uma oportunidade para conhecer o que há de melhor no mercado para segurança pública.
A Polícia Militar de Santa Catarina tem a honra de poder contar com a presença como palestrante dos seguintes policiais militares:
  • Cel Nazareno Marcineiro, Chefe do Estado Maior;
  •  Ten Cel  Giovani de Paula, Coordenação-Geral de Ensino da SENASP e
  • Edson Rosa Gomes da Silva, Mestre e Doutorando da UFSC e Diretoria de Planejamento e Avaliação da SSPSC.
Estes policiais abordarão temas como Polícia Comunitária, Ensino da Inteligência de segurança pública, Segurança Cidadã e uso das tecnologias como suporte a tomada de decisão.
Os policiais são excelentes pesquisadores que procuram desenvolver seus conhecimentos para dar bases científicas nas ações de segurança pública.

sábado, 5 de junho de 2010

Quem mantém o tráfico é o usuário

Apresento esta matéria para uma análise mais apurada no futuro. Por hora fica a título de informação de cunho jornalístico e a verificação de como pode ser interpretada sem auxílio de teoria para sustentação.

FERREIRA GULLAR

Folha de São Paulo de 30.maio.2010
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Só uma operação em larga escala, que envolva famílias, escola e Estado, poderá deter o avanço da droga
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Sei que o combate às drogas é um assunto polêmico e realmente de difícil solução. Sei também que as pessoas que se empenham nesse combate estão de boa-fé e convencidas das posições que defendem.
Um dos pontos mais difíceis de abordar é a repressão ao usuário de drogas, que é visto não como um contraventor, mas como uma vítima da dependência química.
De fato, não teria sentido tratar o viciado, que não consegue livrar-se da droga, do mesmo modo que o traficante, que se vale disso para ganhar dinheiro. Não obstante, me pergunto se todos os que consomem drogas são efetivamente dependentes, sem condição de livrar-se delas.
Já abordei aqui este assunto, quando usei do seguinte argumento: assim como a maioria dos consumidores de bebidas alcoólicas não é constituída de alcoólatras, também a maioria dos consumidores de drogas as consome socialmente.
Em grande parte, é gente de classe média alta e até mesmo executivos. Não podem ser vistos pelas autoridades do mesmo modo que os consumidores patológicos.
Este é um aspecto importante a ser considerado no combate às drogas, uma vez que o consumidor é o fator decisivo para a manutenção ou extinção do tráfico: não haverá comércio de drogas se não houver quem as compre. Sem consumidor, não há produção nem mercado.
Insisto neste ponto porque, como disse acima - e todos o sabem - será impossível extinguir o tráfico (e mesmo reduzi-lo drasticamente) se o número de consumidores se mantiver alto. E o fato é que o consumo de drogas cresce de ano para ano.
Se se admite, portanto, que é o consumidor quem garante a existência e expansão do tráfico, não resta dúvida de que é nele - no consumidor - que reside a chave do problema.
Atualmente, prepondera o combate direto ao tráfico, de que resulta uma verdadeira guerra, travada, quase sempre, nos subúrbios e nas comunidades pobres, que enfrentam grandes dificuldades para se manter e a suas famílias, e pagam alto preço pelas consequências dessa guerra.
E ao que tudo indica, com poucos resultados positivos. O tráfico continua a se expandir, envolvendo em suas malhas jovens cada vez mais jovens e até mesmo crianças cooptadas em suas escolas.
Paremos para refletir: se é o consumidor que mantém o comércio de drogas, não é evidente que o modo efetivo de combatê-lo é reduzir progressivamente o número de consumidores?
O erro cometido até aqui - se não me equivoco - terá sido reprimir tanto o traficante quanto o usuário de drogas, sem distinguir entre estes os que se drogam por necessidade patológica e os que o fazem socialmente. Mas, de qualquer maneira, a simples repressão, tanto ao usuário quanto ao traficante não resolverá o problema.
Por estar convencido disso, proponho que se encare essa questão a partir do consumidor, ou seja, impedindo que o número destes continue a crescer e, mais que isso, tentar reduzi-lo progressivamente.
Talvez as pessoas, que ainda não refletiram seriamente sobre o problema, tenham dificuldade de considerá-lo em sua verdadeira dimensão.
Sem exagero, a droga, como fenômeno mundial, pode ameaçar a própria civilização, já que se vale da juventude, isto é, daqueles que amanhã terão a sociedade em suas mãos.
Afora isso, a simples destruição de uma vida ou de uma família já justificaria todo o esforço possível para resolver tal problema. Por essa razão mesmo, acredito que o objetivo principal da luta a ser travada é manter os jovens e as crianças fora do alcance do traficante.
Estou convencido de que só uma operação em larga escala, que envolva não apenas as famílias, mas também a escola e os órgãos do Estado, poderá deter o avanço da droga. Não se trata de simplesmente promover uma campanha de esclarecimento, acreditando que isso seria suficiente. Não o seria.
Trata-se, a meu ver, de um trabalho permanente a ser desenvolvido por todos os setores da sociedade, devidamente organizado e mantido, evidentemente, pelo governo, com a participação da sociedade.
Um trabalho de reeducação e esclarecimento em caráter permanente, visando o futuro, mas implantado depois de muita reflexão e cuidadosamente elaborado. Tarefa para os novos governantes.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Avanços para Inteligência de Segurança Pública

As instituições de segurança pública estão focadas cada vez mais na busca de alicerçar suas ações na eficiência destacando-se a busca da informação e do conhecimento com suporte científico. Some-se a isso a mudança de concepção, saindo-se do modelo de inteligência chamado Clássica (Inteligência de Estado) vinculado à proteção do estado para uma perspectiva que aponte para novas formas e estratégias de ação na segurança pública com suporte de uma Inteligência Cidadã. Uma inteligência que foca as ações na manutenção de um Estado democrático de direito, na dignidade da pessoa humana e no controle e combate da criminalidade. Isto buscando inovar suas ações dentro de princípios científicos, estudo direcionados e com suporte das tecnologias da informação e comunicação.
Nesse sentido a Coordenação Geral de Inteligência - CGI da Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP desenvolve ações com o emprego de novas tecnologias da informação e procurando realizar  a gestão do conhecimento para atender as demandas da sociedade. Para tramitar informações de forma segura a CGI reestrutura dentro de moldes de vanguarda tecnológico a Rede Nacional de Inteligência de Segurança Pública – RENISP. Para mais detalhes clique aqui!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Conferência Executiva de Segurança Pública Para a América do Sul

A Conferência da Associação Internacional dos Chefes de Polícia, IACP, tem por objetivo destacar as relações entre Estado e Sociedade na promoção da pacificação social, buscando mecanismos e alternativas para a intervenção qualificada e profissional na área de segurança pública.
A Segurança Pública tem sido um dos principais desafios do mundo e no Brasil nos últimos anos, em que a violência e a criminalidade despontam com novas formas de manifestação, destacando-se o crime organizado, o terrorismo, os ataques cibernéticos, o tráfico de pessoas, os crimes ambientais, dentre outras ações violadoras dos direitos e liberdades fundamentais que culminam por colocar em risco a soberânia estatal enquanto catalisadora de esforços para o bem comum.
Esse ano o tema da da 8ª IACP para a América do Sul é “Policia e Sociedade: juntas pela segurança pública”, com o objetivo de ampliar os debates e promover a busca de alternativas para o enfrentamento ao problema da insegurança, com discussões sobre Tecnologia da Informação, ensino policial, segurança em Grandes Eventos, “segurança cidadã” e sobre os novos rumos da segurança pública no país e no mundo.
O contexto social, do local ao global, exige instituições de segurança pública que ofereçam serviços orientados às comunidades, prevenindo ameaças e riscos e enfrentando a violência com respostas mais efetivas, o que implica na necessidade de redirecionamento das estratégias de controle do crime, com destaque para a mediação pacifica dos conflitos, relevando sempre a dimensão do exercício dos direitos de cidadania.
A IACP para a América do Sul constitui-se, portanto, num espaço plural e democrático para a discussão de novos rumos no campo da prevenção do crime, da violência e da proteção de direitos.
Teremos dois integrantes do Grupo de Pesquisa em Governo Eletrônico da UFSC, orientados pelo Prof. Dr. Aires José Rover, no evento: Edson Rosa Gomes, com o tema "Tecnologia da Informação e Segurança Pública" e Giovani de Paula com o tema "Cidadania e Segurança".


Programação Completa!