Bem vindos ao espaço colaborativo de Segurança Pública!.

Este espaço é para incentivar a preparação e publicação de artigos em eventos destinados a publicação científica.

O intuito é que se apresentem ideias e se construa de forma compartilhada, com ajuda de críticas e sugestões dos colaboradores, artigo para posterior envio para congresso, seminários, workshops e revistas especializadas.

Os conteúdos aqui postados devem ser exclusivamente para o enriquecimento intelectual e não se ater no cunho político partidário ou ofensivo a condução das políticas públicas de segurança. O objetivo principal é propor soluções e não o simples rechaçar.

Obrigado!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ferramenta de geoprocessamento “Terracrime”



Por: GELSON CARLOS STOCKER
Curso Análise Criminal da SENASP
Uma arma de alcance espacial está na manga da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) para combater o crime no Brasil. Trata-se do Terracrime, uma ferramenta de geoprocessamento desenvolvida para o controle da criminalidade e a otimização dos recursos de segurança pública em âmbito nacional, estadual e municipal. Geoprocessamento é o uso automatizado de informações vinculadas a determinados lugares no espaço, sejam endereços ou pares de coordenadas de um mapa. A análise estatística espacial pode auxiliar significativamente na elaboração de diagnósticos da dinâmica da criminalidade, facilitando o desenho de políticas de segurança pública e estratégias de ação operacional em diversos níveis geográficos - ruas, bairros, municípios, estados, regiões e no país como um todo. O Terracrime é um software livre – isto é, um programa gratuito, de código aberto (customizável) – que permite a integração de diversas informações úteis para o planejamento e a execução de ações de segurança pública em ambiente urbano, como dados sócio-econômicos, geográficos, populacionais, urbanos e sanitários. O programa dá suporte ao planejamento de políticas de segurança pública, estratégias de policiamento e operações policiais preventivas e repressivas, além de monitorar e acompanhar as ações, permitindo avaliar com mais precisão os resultados obtidos e melhorar a segurança no trabalho policial.
O grande problema é que para se adequar a tecnologia :Como qualquer sistema de análise de dados geográficos, o TerraCrime exige alguns requisitos básicos para a sua implantação. Os municípios devem ter uma base cartográfica digital com logradouros georeferenciados, registros policiais com endereços das vítimas, da ocorrência, dos agressores ou outros envolvidos, profissionais da área de segurança pública capacitados para o desenvolvimento de análises de estatística espacial e um ambiente organizacional motivado para o uso gerencial das informações produzidas pelas análises. Já foram identificadas mais de 35 cidades no Brasil que possuem bases de dados cartográficas digitais e que poderão se beneficiar da utilização do TerraCrime.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chamada de Artigos Governo Eletrônico

O Grupo de Pesquisas "Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento" comunica que está aberta a Chamada de trabalhos para o 10º Encontro Ibero-Americano de Governo Eletrônico e Inclusão Digital, a se realizar nos dias Data: 4 e 5 de novembro, na cidade de Florianópolis.

Tópicos de Interesse:
1- Experiências, Aplicações, Modelos e métodos do e-gov.
2- e-gov e democracia.
3- e-gov na segurança pública.
4- Poder judiciário e processo digital.
5- Convergência e Inclusão digital.

Datas Importantes:
Abertura do ambiente de envio: 01/07
Data Final para submissão: 15/08
Contato com autores de trabalhos aceitos: 05/10
Data para entrega das versões finais: 15/10

Como enviar artigos para a publicação
I ) Características gerais:
a) Os artigos aceitos serão publicados na revista eletrônica "Democracia Digital e Governo Eletrônico.
b) O artigo dever ser inédito. Os autores devem se comprometer a não submetê-lo simultaneamente para a publicação em outras revistas.
c) Todos os artigos serão avaliados por 2 (dois) membros do conselho editorial da
revista (double blind review), ou seja, sem a identificação do(s) autor(es) durante o processo de avaliação.
d) São limitadas duas submissões por autor;
e) Cada artigo pode conter, no máximo, 4 autores.
f) O artigo deverá ser submetido através do sistema de submissão eletrônica da Revista Democracia Digital e Governo Eletrônico.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O futuro do Geoprocessamento

Empresas públicas, privadas e os governos estão investindo na área de geoprocessamento de informação. O intuito das empresas privadas e públicas é gerar maiores retornos em seus negócios. Já o governo investe para obter maior controle em suas ações, sejam estas quais forem. A segurança pública, a educação e a saúde são boas áreas para utilizar das vantagens do geoprocessamento, mas outros setores estão se mobilizando para atuar com maior eficiência, proporcionadas pelos avanços tecnológicos. O mercado está verificando as possibilidades que estas ferramentas podem gerar e impulsionados por demandas pontuais do mercado, focam no desenvolvimento de funcionalidades cada vez mais interessantes. Veja o vídeo sobre os avanços para um futuro muito próximo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reflexão sobre as ações de segurança pública nas rodovias catarinenses


 Aqui cabe uma análise para fundamentar mais a importância de retirar produtos ilícitos em circulação dentro das rodovias. Este texto foi uma reflexão para embasar o emprego de um serviço diferenciado de inteligência e cooperação entre instituições de segurança nas rodovias. Na reflexão é utilizado como base a literatura econômica para dar sustentação de fundo a análise desenvolvida. Procura-se trabalhar com uma visão sobre o tráfico de drogas e armas dentro da interação social envolvendo diferentes autores no contexto.
 Droga – A droga chega até as periferias ou locais próprios de distribuição e venda. A polícia atua como repressor, mas procurando tirar de ação os vendedores, pois os usuários são beneficiados pela lei como usuário, cabendo a eles medidas mais brandas. Como a forma de vender o produto é rápida e cercada de cuidados, artimanhas e com uma grande variedade de possibilidades do usuário conseguir obter a droga o trabalho da polícia se torna improdutivo. Necessitando de muito aparato policial para atuar de forma eficiente. Quando há uma ação focada na repressão, principalmente no atacado, ou seja, quando a droga vem do distribuidor para venda nos pontos de droga, as ações surtem efeito em toda cadeia do comércio. Vejamos: A lei da oferta e demanda, segundo pressupostos da economia, diz que quando há excesso de um produto seu preço cai e quando há excesso de procura seu preço sobe, em termos simples. Bem, com o serviço focado no atacado, ou seja, antes de chegar à distribuição há uma melhor forma de combater o tráfico de drogas. Principalmente utilizando o serviço de inteligência e a cooperação entre PRF e PMR.  Para combater o transporte dos traficantes nas rodovias, se consegue tirar de circulação grande quantidade de droga se as ações forem bem formuladas. Isto faz com que primeiro se reduza a droga no mercado pelo lado do vendedor de droga. Esta droga em seu poder ou a pouca que chega deverá ter seu preço majorado ou acrescido sua quantidade de impurezas, esta última afetará a qualidade do produto. Isto é percebido pelos consumidores que realizam uma propaganda negativa do produto. Ao majorar o preço os consumidores que tem uma determinada quantidade de dinheiro para seu vício, tende a procurar um preço mais barato para atender sua necessidade ou realizar mais delitos para obter o dinheiro necessário. Porém isso consome mais tempo para conseguir dinheiro ou invés de estar saciando sua dependência. Assim é melhor procurar outro local no qual a droga não sobre alteração de preço ou qualidade. Com isso há uma queda na demanda que faz o vendedor achar que estão tomando seus clientes de alguma forma. Para garantir sua rentabilidade, ele tem que verificar para onde foram seus clientes. Muitas vezes os consumidores migram para locais próximos, onde a quantidade de droga não sofreu diminuição e está com seu preço inalterado.  Como conseqüência disso vem as retaliações contra o ponto de venda que solapou o cliente. Desta maneira surge uma guerra entre o controle dos pontos de venda. Isso não ocorria antes pois havia consumidores em ambos os pontos de venda, mas devido ao aumento da demanda em um local em detrimento do outro, o problema surge.
Arma – As armas são utilizadas para manter a ordem no local e amedrontar tanto os moradores quanto os rivais. É interessante lembrar que a guerra não beneficia ninguém, pois afugenta os consumidores, traz a polícia para o local e revolta a comunidade que cobra ações do poder público.  Da mesma forma que foi retirada a droga, deve ocorrer o trabalho de retirada das armas do local, mas principalmente antes mesmo de sua chegada ou local. Isto é primordial pois as ações nas rodovias podem ser focadas em ambas as tarefas. As armas são utilizadas devido ao fato dos traficantes necessitam mostrar seu poder. Para isso gastam grandes quantidades de recursos para dispor de armas. As armas são na maioria por encomenda ou por aluguel. Em ambos os casos as somas de dinheiro são grandes e um carregamento apreendido se torna um grande prejuízo. Quando há um trabalho de inteligência nas rodovias que desarticula o tráfico de armas, as guerras são pouco utilizadas e consequentemente há poucas vítimas entre as pessoas envolvidas com o tráfico. Outro ponto importante é que a atividade delituosa deixa de ser vantajosa para as pessoas, pois o ponto de venda necessita de uma grande soma de dinheiro para sua manutenção. Necessita-se de olheiros, seguranças, mensageiros, cobradores entre outros. Os donos dos pontos têm que ostentar muita riqueza e poder para serem respeitados no local. Isso tudo tem um grande gasto. Assim com a diminuição das drogas e das armas há um sufocamento financeiro.
O Usuário - Neste momento o usuário está pagando um preço alto para se satisfazer. Ele está tendo que conviver com a escassez do produto, com as guerras nos pontos e com a atuação local da polícia, devido ao clamor social por solução devido a guerra. Acontece na maioria dos casos uma migração criminosa e está apenas consegue se instalar em locais que satisfação as condições anteriormente retiradas com as ações de combate ao tráfico de armas e drogas nas rodovias. Isso acontece tanto com consumidores, quanto com vendedores. Mais como o foco das ações deve estar não apenas no combate a micro criminalidade mais principalmente no combate ao tráfico, estas condições favoráveis são dificilmente encontradas na localidade. Muitas vezes ocorre a migração estadual dos criminosos e usuários. Descaminho e roubo de cargas - Como as ações ilícitas anteriores não surtiram efeitos, a maioria dos criminosos, procura assim diversificar as ações para conseguir manter-se até restabelecer as condições favoráveis. Assim o que acontece em muitos casos é se beneficiar do pouco que lhes convém para obter dinheiro. Uma grande parte começa a atuar no roubo de carga e descaminho. Mas essa é outra reflexão.

sábado, 26 de junho de 2010

Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Defesa Civil

A Reitora do Centro Universitário Municipal de São José, com sede na Rua Koesa, nº 305, Bairro Kobrasol, município de São José – SC,  no uso de suas atribuições regimentais, TORNA PÚBLICO:

  1. Ficam prorrogadas as inscrições no processo seletivo para o curso de Pós-graduação Lato Sensu em “Gestão de Defesa Civil” pelo prazo de 10 (dez) dias, encerrando-se em 02 de julho de 2010. 
  2. A matrícula dar-se-á no período de 12 a 16 de julho de 2010.
  3. Ficam mantidos os demais itens do Edital nº 011/2010/USJ.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Semelhanças Internacionais entre o Crime Organizado


Como se pode perceber nos fragmentos anteriormente postados (Organizações Criminosas, O crime na América Latina e O crime no Brasil), as organizações criminosas muito se assemelham, sejam nas formas de atuação junto aos governos, sejam nas formas de condução dos negócios criminosos ou nas formas de traçar alianças estratégicas, entre outras. Como o caso da Máfia Siciliana na Itália, a Yakuza no Japão, o Cartel de Cali na Colômbia e o PCC no Brasil, onde já ocorreram formas de atuação muito parecidas, por meio do enfrentamento do Estado.
O assistencialismo promovido pelo PCC no Brasil às pessoas de baixa renda que necessitam de condições básicas (transporte, saúde, “segurança” e alimentação) providenciado pelo grupo criminoso em algumas comunidades tem o intuito de angariar adeptos a sua causa. Tal como já fizera o Cartel de Cali na Colômbia e outras organizações criminosas no mundo.
Assim, o crime organizado se descaracteriza de “lobo e coloca pele de cordeiro” agindo onde o estado deixa espaço e buscando novas formas de atuação. No estilo Robin Hood, tirando dos ricos para dar aos pobres.
Podemos perceber que estão tentando uma espécie de legitimização de suas ações entre as camadas mais pobres da sociedade. Inclusive com palavras de justiça, liberdade e paz como forma de sensibilizar e chamar a atenção para tirar o foco do fato de que é uma organização criminosa que ganha dinheiro à custa da sociedade trabalhadora. Claro que com uma nova forma de atuação, se utilizado dos benefícios da era tecnológica e de uma organização comparável à empresarial.
Eles têm a voracidade do mundo dos negócios em seu íntimo, pois no mundo dos negócios é assim: “olho por olho, dente por dente”. Afinal, no submundo do crime não é diferente.
Além disso, a criminalidade brasileira é um retrato da criminalidade latino-americana e mundial, com grupos criminosos atuando no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, assaltos, seqüestro e aterrorizando a população.
O fornecimento está orientado pela demanda que cresce assustadoramente, principalmente entre os jovens, desde as classes mais baixas até as mais altas.
A brutalidade e selvageria do crime organizado, que age atacando e assassinando policiais, agentes penitenciários, juízes, promotores e políticos, figuras que simbolizam as instituições governamentais e a força do estado. Isto faz com que se estabeleça um ambiente de insegurança e incerteza por parte da população e do próprio estado que se vê incapaz de lidar com essa nova forma de atuação criminosa.
Como foi dito, o crime organizado adquire novas formas de alcançar seus objetivos, acompanhando as evoluções da era da informação e se valendo do conhecimento e experiências, incorporando novas formas de atuação, digna de grupos revolucionários ou grandes corporações multinacionais.
Desta forma, como combater o crime organizado se, em plena era da informação, as regiões estão desconectados? Ou seja, as bases de dados dos criminosos somente são consultadas nas suas regiões e estados de origem.  Isto quando as vaidades entre as instituições não dificultam o acesso às informações dos criminosos. O crime está em rede, mas os estados e países não. E este é apenas um dos muitos problemas a serem enfrentados.  Senão vejamos.  Para analisar um fenômeno é necessário mensurar de forma correta seus impactos, colhendo o maior número de informação possível sobre o assunto em questão, porém as coletas dos dados pelas instituições são na sua maioria imprecisas. Isto por que não há uma metodologia padrão, a ser aplicada por todos os estados.
Para corrigir esse problema a Secretaria Nacional de Segurança Pública precisa padronizar as informações, criando uma base nacional de dados estatísticos sobre os crimes dos estados. Isto já começou com dados estaduais enviados a partir do ano 2000, mas sem grande sucesso no começo, devido à baixa qualidade dos dados.  Contudo, o envio sistemático dos dados está criando uma base sólida para ser analisada por vários estudiosos. Ter dados e informações confiáveis para serem trabalhados corretamente é o principal fator para que se desenvolver análises criminais confiáveis.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

8ª Conferência da IACP para a América Latina


Realizou-se em Florianópolis/SC, de 13 -15 de junho, a 8ª Conferência da IACP (Associação Internacional de Chefes de Polícia) para a América Latina 2010, juntamente com a 10ª INTERSEG – Feira Internacional de Tecnologia sobre Serviços e Produtos para Segurança Pública, onde foi exibida grande variedade de produtos e serviços para segurança pública.

Durante a Conferência ocorreu a participação de palestrantes nacionais e internacional que apresentaram e discutiram assuntos de interesse da segurança pública para sociedade.

O evento contou com o Workshop de Tecnologia da Informação e Segurança Pública - LEIM nos dias 14 e 15/06, acontecendo paralelamente na grade de palestras. Neste evento ocorreu a participação do membro do Grupo de Pesquisa de Governo Eletrônico, inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento da UFSC.

Os palestrantes brasileiros foram:

Sr. Edson Rosa Gomes da Silva – Diretoria de Planejamento e Avaliação da SSP/SC
Palestra: Sistemas de Conhecimento para Segurança Pública

Sr. Hugo Cesar Hoeschel – I3G e Coordenado do Governo do projeto Távola Digital CONSULT: Sala de Situação 2.0
Palestra: Panorama do Uso das tecnologias nas ações de governo e responsabilidade

Sr. Leo Rondon Romero Ibarra  - CIASC
Palestra: Interoperabilidade de Sistemas e Convergência Digital: Modelo Aplicável para a Segurança Pública

TC R1 Ulf Bergmann – Equipe dos Jogos Mundiais Militares
Palestra: Tecnologia da Informação aplicada a Segurança Pública: Uma visão centrada em processos de Comando e Controle

Os palestrantes internacionais foram:
Captain Edson Scott - Department de Police of Los Angeles
Palestra: Information Sharing Lifecycle: From the Police Car to Intelligence

Captain Ed Posey – Gainesville, Florida Police Department
Palestra: Technology and the Law Enforcement Agency in the United States of America

David J Roberts - Senior Program Manager IACP Technology Center
Palestra: Automated License Plate Recognition (ALPR) Systems

 Foto da esquerda para direita Cap. Edward Posey, Edson R. Gomes da Silva, David Roberts e Ten. Cel. Ulf Bergmann